Britânicos e dinamarquesas vencem, portugueses cumprem objectivo

Jorge Lima e José Costa concluíram na 12ª posição o Mundial de 49er e 49er FX que terminou neste sábado no Porto e em Matosinhos

Maria Muiña
Foto
Maria Muiña

Os britânicos Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, e as dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen, que estavam no grupo dos favoritos, garantiram neste sábado, na frente marítimo do Porto e de Matosinhos, o título mundial de vela na classe de 49er e 49er FX. A dupla portuguesa Jorge Lima e José Costa chegou ao último dia com possibilidade de alcançar o pódio, mas após “algumas situações inesperadas”, terminou na 12.ª posição, cumprindo a meta traçada no início da competição.

O regresso a Portugal do Mundial da mais importante classe olímpica de vela, dez anos depois de Cascais ser o palco da prova, assinalou o início de um novo ciclo nos 49er e consagrou os líderes do ranking mundial da World Sailing. Sem a concorrência de Nathan Outteridge ou Peter Burling, velejadores que dominaram a classe nos últimos anos e que deram o salto para outro patamar (America´s Cup e Volvo Ocean Race), Fletcher-Scott e Bithell realizaram uma prova consistente (vitórias em quatro regatas), e justificaram a conquista, pela primeira vez, do título mundial. No segundo lugar ficou outra dupla britânica. Mesmo sem vencerem qualquer regata, James Peters e Fynn Sterritt foram regulares (concluiram nove das dez regatas no top-5) e garantiram a prata, enquanto os austríacos Benjamin Bildstein e David Hussl ficaram com o bronze.

Após entrarem para a medal race na sétima posição e a apenas um ponto do segundo lugar, Jorge Lima e José Costa não foram felizes no último dia, e caíram para o lugar 12. Os dois velejadores, que já garantiram a entrada no Projecto Olímpico de Tóquio 2020, não esconderam alguma frustração, apesar de terem cumprindo a meta traçada no início. “Comprometemo-nos a terminar entre os 12 primeiros, mas fomos para o último dia com possibilidades de terminar no pódio. Tivemos algumas situações inesperadas que a este nível se pagam caro e, com alguns erros, caímos na classificação. O 12.º lugar deixa-nos orgulhosos, mas queríamos mais”, afirmou no final Jorge Lima.

Nas senhoras, repetiu-se o pódio dos Jogos Olímpicos de 2016, mas desta vez Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen ficaram com o ouro. As dinamarquesas, que no Rio de Janeiro tinham ficado no 3.º lugar, relegaram para o segundo posto as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, que há um ano tinham conquistado o ouro olímpico. No último lugar do pódio ficaram as neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech, actuais vice-campeãs olímpicas.