Depois do Mundial, Farah despede-se da pista com novo triunfo

Britânico ganhou a prova dos 5.000m em Zurique, na Liga Diamante. Patrícia Mamona esteve distante dos 14m no triplo salto.

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LUSA/CHRISTIAN MERZ

À dimensão simbólica do adeus à pista em Campeonatos do Mundo, nos recentes Mundiais de Londres, juntou-se nesta quinta-feira, em Zurique, o adeus definitivo de Mo Farah. O fundista britânico, que irá dedicar-se à maratona a partir de agora, fechou com chave de ouro uma carreira brilhante, impondo-se mais uma vez nos 5.000m, naquela que foi a penúltima etapa da Liga Diamante.

Aos 34 anos, Farah deu uma nova prova de força. O detentor de quatro títulos olímpicos foi perseguido nos 100 metros finais pelo etíope Muktar Edris, campeão mundial vigente, mas segurou o triunfo ao cortar a meta em 13m06,05s. O concorrente directo, de resto, cairia literalmente para o terceiro lugar, ao projectar-se sobre a linha de chegada, acabando o americano Paul Chelimo por se intrometer entre os dois no pódio.

“Queria vencer e é incrível que tenha conseguido ganhar, mas foi muito difícil. Vou sentir falta da pista, das pessoas, dos fãs. Diverti-me a correr em estádios durante longos anos e agora, antes de mais, vou gozar um tempo com a minha família”, resumiu Mo Farah.

No concurso do triplo salto feminino, Patrícia Mamona terminou no sexto lugar do triplo, com a marca de 13,85m. A saltadora portuguesa, nona nos Campeonatos do Mundo de Londres, continua a estar longe do seu melhor, a exemplo do que aconteceu no passado domingo, em Birmingham, onde foi oitava.

Mamona, que tem como melhor marca do ano 14,42m, teve uma prestação regular, mas sempre distante dos 14 metros (a sequência dos ensaios foi 13,60m, 13,85m, 13,78m, nulo, 13,52m e 13,73m), o que a afastou da luta pelo pódio. A vencedora foi a cazaque Olga Rypakova, bronze no Mundial, ao saltar 14,55m, mais três centímetros do que a campeã mundial, a venezuelana Yulimar Rojas. Em terceiro ficou a colombiana Caterine Ibarguen, com 14,48m.

Num dia em que se coroaram vários campeões da Liga Diamante, o britânico CJ Ujah arrebatou o título dos 100m com a sua melhor marca em 2017, 9,97s, numa prova em que o campeão mundial Justin Gatlin não foi além do quarto lugar — Ben Youssef Meite, da Costa do Marfim, foi segundo e o americano Ronnie Baker terceiro.

Nos 3000m obstáculos, os 8m55,29s da qatari Ruth Jebet configuraram o segundo tempo mais rápido de sempre na distância, a três segundos so seu próprio recorde (obtido em Paris, em 2016), enquanto no salto com vara o francês Renaud Lavillenie desiludiu, derrubando por três vezes a barra a 5,63 metros e fechando o concurso sem pontuar.