Torne-se perito

Neymar: Liga espanhola recusou mesmo o cheque de 222 milhões

Representantes do jogador deverão agora pedir à FIFA para desbloquear o certificado internacional do jogador.

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Mike Segar

Um advogado deslocou-se nesta quinta-feira à sede da Liga espanhola para depositar os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão de Neymar com o Barcelona e assim obter a libertação do jogador brasileiro para assinar contrato com o PSG. Mas, tal como tinha prometido, a Liga espanhola não aceitou o cheque, noticiam os jornais desportivas espanhóis Marca e Ás. A informação foi, entretanto, confirmada pela própria Liga espanhola.

"Podemos confirmar que os advogados do jogador (Neymar) vieram à Liga depositar o valor da cláusula [de rescisão] e que foi rejeitada. É toda a informação que vamos dar por agora", diz uma curta declaração enviada à BBC.

Segundo o Ás, o director-geral da Liga espanhola, Javier Gómez, comunicou a decisão aos representantes do futebolista, argumentando que pagar a cláusula de rescisão é um direito que apenas pode ser exercido pelos clubes espanhóis e principalmente porque não tem certezas sobre a origem do dinheiro.

A Marca adianta que os assessores de Neymar deverão agora solicitar à FIFA a emissão de um certificado de transferência provisório, de forma a que o brasileiro possa jogar pelo PSG.

O presidente da Liga espanhola já tinha afirmando que iria recusar o dinheiro, acusando o clube francês de "doping financeiro" e concorrência desleal.

Esta posição dos responsáveis da Liga espanhola vai complicar o habitual processo burocrático das transferências e abre uma batalha jurídica, mas poderá não ter muitos efeitos práticos, uma vez que cabe à FIFA a última palavra no que respeita às transferências de jogadores e a UEFA só avalia a posteriori as regras do fair play financeiro, as novas regras que obrigam os clubes a ter contas equilibradas.

Isso mesmo foi repetido nesta quinta-feira por um porta-voz da UEFA, lembrando que vai analisar os pormenores sobre a iminente transferência de Neymar, mas rejeita fazer uma antevisão de eventuais infracções ao fair play financeiro. "O impacto desta operação não pode ser julgado por antecedência, sobretudo porque o PSG pode vender alguns jogadores por verbas significativas", referiu o porta-voz à agência espanhola EFE. Desta forma, a UEFA só poderá “fazer cálculos no final, para confirmar se foram cumpridas as regras do fair play financeiro”.

A mudança de Neymar para o PSG é a mais cara transferência da história do futebol.