Sozinha no Ártico: luz constante, silêncio absoluto, solidão

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Ester Vonplon passou várias semanas no Ártico e descreve o local como "um espaço de tranquilidade que permite a ausência de um objectivo ou mesmo de um contexto". A paisagem, de um interminável alvor níveo, inspirou a criação de "Lowlands", um projecto tripartido sobre "a natureza sem pessoas, sociedade, cultura". "Depois de passar alguns anos nas montanhas tive a oportunidade de viajar até ao Círculo Polar Ártico através de uma residência artística. Pareceu-me lógico aproveitar a oportunidade e ir conhecer os glaciares, o gelo e passar um longo período a escutar o silêncio." A sensação de insegurança e de liberdade foram predominantes durante a experiência no Ártico. "As semanas parecem um dia interminável" porque o sol não se põe. "É quase impossível aguentar o silêncio; ele empurra-te para dentro de ti." O longo período que passou rodeada de gelo dotou-a de uma consciência da efemeridade dos seres e de uma obsessão com o desaparecimento/extinção, motivo por que considera a trilogia "Lowlands" um requiem de um mundo em desvanecimento. O projecto "Lowlands", que deu origem a um fotolivro, é multidisciplinar: inclui um trecho musical de Taylor Deupree e Marcus Fischer, fotografias e desenhos de Vonplon. Estará em exposição no festival internacional de fotografia "Rencontres D'Arles", em França, até dia 24 de Setembro de 2017.

 

 

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