Treinador aplaude desempenho “muito positivo” dos canoístas portugueses

Ryszard Hoppe mostra-se satisfeito com as três medalhas conquistadas nos Europeus da Bulgária. “Participámos com sete barcos e seis foram à final.”

Nelson Garrido/Arquivo
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Nelson Garrido/Arquivo

O técnico nacional de canoagem Ryszard Hoppe fez, neste domingo, um balanço "muito positivo" das suas tripulações nos Europeus da Bulgária, com seis finais em sete possíveis e a prata de Joana Vasconcelos e Francisca Laia em K2 200.

"Participámos com sete barcos e seis foram à final. E ficamos muito contentes com a prata da Joana e Francisca, pois participaram barcos muito fortes. Só temos de continuar a trabalhar e juntar mais raparigas", disse.

Em declarações à Lusa, Hoppe considerou que a prata poderia ter sido ouro, caso Joana Vasconcelos não se tivesse desgastado duas horas antes na final de K2 500 com Teresa Portela, admitindo que essa diferença "não permite recuperar a 100%". "O importante é que mostraram potência, que vai ser útil para colocar no Mundial no K2 e K4 500", destacou.

Ryszard Hoppe valorizou muito o facto de as embarcações femininas se terem apurado para a final das três distâncias olímpicas (K1 200, K2 e K4 500), minimizando o facto de nenhuma das tripulações ter andado nos lugares da frente na final. "Foi muito importante o K4 ter entrado para o projecto olímpico. Isso vai dar-nos calma mais para a frente. Para o Mundial a Márcia Aldeias vai entrar para o lugar da Maria Cabrita para tentar o mesmo. E alargar as opções. Para o ano quero ter seis, sete canoístas a lutar", vincou, saudando o regresso de Teresa Portela ao grupo e lembrando que o desempenho está de acordo com o que esperava no primeiro ano do ciclo olímpico.

Teresa Portela sentia a "missão cumprida de entrar para as três finais olímpicas" (K1 200, K2 e K4 500), considerando que todas estiveram bem, embora pudessem estar melhor. "Melhorámos no K4, fizemos uma boa prova. No K2 não fizemos o nosso melhor, não percebi o que se passou. Em K1 queria entrar nas seis primeiras, mas não foi possível. Estava na pista nove, não percebia o que se estava a passar. Mas o mais importante foi ter ido às finais", frisou.

Portela reconheceu que viveu um "ciclo olímpico instável" até ao Rio2016, pelo que entende ser "muito importante" começar Tóquio2020 da "melhor forma" e definir este ano as tripulações para se focar até 2019, aquando do apuramento olímpico.

Hélder Silva foi sétimo em C1 e oitavo em C2 200 com Nuno Silva, regozijando-se por ter ido às finais, lamentando ter falhado a de C2 1000, a única que agora vai ser distância olímpica. "Se me comparar com os outros que também estão a mudar de distância dos 200 para os 1000, estarei no top-3. É continuar a trabalhar. Espero que nos mundiais já estejamos a um nível que nos permita estar entre os melhores, apesar de ser uma competição obviamente mais difícil", completou.

Nuno Silva acredita que a dupla está a "funcionar bem e tem boa margem de progressão", prometendo "muito trabalho para as finais A começarem a ser possíveis". "Nestes europeus até conseguimos surpreender-nos. Podíamos estar mais longe do objectivo. Já temos evoluído ao longo da época e estamos cada vez mais perto", concluiu.

Portugal conquistou três medalhas, com Fernando Pimenta a juntar a prata em K1 5000 ao ouro K1 1000, tendo Joana Vasconcelos e Francisca Laia subido ao segundo lugar do pódio em K2 200.