Susana Vera/Reuters
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Susana Vera/Reuters

ANIMAL tenta impedir touros de fogo em Benavente

Associação de defesa dos direitos dos animais quer impedir que o programa da Festa da Amizade, em Benavente, inclua uma picaria e touros de fogo, já este fim-de-semana

O apelo, “urgente”, foi lançado pela ANIMAL na página de Facebook: a associação de defesa dos direitos dos animais está a tentar travar a realização de dois eventos com touros em Benavente, no distrito de Santarém. “A ANIMAL tomou conhecimento de que estão previstos os seguintes eventos: uma ‘picaria de touros/picaria à vaca larga’ no próximo dia 24 de Junho, pelas 12 horas, e um espectáculo de ‘touros de fogo’ para o dia 22 de Junho, pelas 0h30, que acontecerão no âmbito da Festa da Amizade”, lê-se na publicação partilhada online.

Para tentar impedir a picaria e os touros de fogo, a ANIMAL apela ao envio de uma carta-tipo às autoridades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Benavente e o Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana, com referência à legislação e ao Regulamento de Espectáculos Tauromáquicos.

A edição 2017 da Festa da Amizade de Benavente está agendada para os próximos dias 22, 23 e 24 de Junho e os touros de fogo são um dos destaques da programação. Os touros de fogo “são festas tauromáquicas próprias apenas de algumas localidades espanholas, nomeadamente Valência, nas quais os touros são presos pelos cornos a postes, sendo-lhes colocados, através de hastes, bolas de alcatrão ou pez, às quais (…) é pegado fogo”, descreve a ANIMAL, num e-mail enviado ao P3. “Os touros são depois soltos dos postes, ficando com os cornos a arder durante o período habitual de uma hora — tempo que estas festas costumam durar.”

Rita Silva, presidente da associação, relembra que, em 2006, foi possível impedir touros de fogo em Santarém, “por via judicial”. “Temos, no momento, centenas de apoiantes a enviarem e-mails à GNR e ao presidente da Câmara Municipal de Benavente, pelo que esperamos que nenhuma das práticas aconteça”, continua. “Chega a ser embaraçoso que em 2017 ainda tenhamos que protestar contra páticas que são — tão obviamente — cruéis e desfasadas no tempo.”