Estados norte-americanos contrariam Trump e formam aliança climática

Califórnia, Nova Iorque e Washington formaram a chamada "Aliança Climática dos Estados Unidos" para continuar a respeitar os limites previstos pelo Acordo de Paris.

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Reuters/Stephane Mahe/Arquivo

Mal o Presidente norte-americano disse, nos jardins da Casa Branca, que os EUA vão sair do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, assinado em Dezembro de 2015, os estados da Califórnia, Nova Iorque e Washington anunciaram uma “aliança climática” para continuar a respeitar os limites previstos no acordo.

A decisão foi anunciada num comunicado assinado pelo governador californiano, Edmund D. Brown, onde se chama a esta coligação de “Aliança Climática dos Estados Unidos” e se explica que os estados se comprometem a “concretizar acções agressivas em relação às alterações climáticas”, independentemente da decisão do Presidente.

Estes três estados representam cerca de um quinto da população e do PIB total dos EUA, e produziram 11% das emissões poluentes totais norte-americanas em 2014, segundo dados da Agência de Informação Energética americana, citados pelo Politico.

No comunicado é dito que qualquer estado que pretenda seguir o Acordo de Paris pode juntar-se a esta aliança.

Além disso, diz o Washington Post, 30 estados tinham já iniciado planos para aumentar o uso de energia renovável, algo que não deverá mudar com a decisão da Administração Trump.

Um deles é Nova Iorque, que esta semana anunciou um plano de investimento de 1,5 mil milhões de dólares em energias renováveis e na eficiência energética, bem como de outros 150 milhões destinados à energia solar. Segundo o governador, Andrew M. Cuomo, estas medidas combinadas vão criar 40 mil postos de trabalho até 2020, contrariando um dos argumentos apresentados pelo Presidente na quinta-feira. A confirmar-se, este será o maior investimento em energias renováveis alguma vez realizado por um estado norte-americano.