Sarampo: escolas devem comunicar a delegados de saúde alunos sem vacinas em dia

O objectivo é sensibilizar as famílias para os benefícios da vacinação, justifica Governo em despacho

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Director-geral da Saúde foi ouvido no Parlamento por causa do surto de sarampo LUSA/TIAGO PETINGA

As escolas devem comunicar aos delegados de saúde os casos de alunos que não têm as vacinas em dia, de acordo com o Programa Nacional de Vacinação, determina um despacho do Governo.

O diploma, publicado sexta-feira em Diário da República, indica que é necessário "reforçar os mecanismos de articulação dos estabelecimentos escolares com as autoridades de saúde" no que à vacinação diz respeito.

Assim, os estabelecimentos de educação pré-escolar, do básico e do secundário devem comunicar aos delegados de saúde coordenadores do respectivo agrupamento de centros de saúde da área de cada escola "os alunos que não se encontrem com a vacinação recomendada actualizada".

O objectivo de as escolas transmitirem esta informação aos delegados de saúde é, segundo o despacho, "promover o aconselhamento e esclarecimento adequados", bem como sensibilizar as famílias para os benefícios da vacinação.

As vacinas do Programa Nacional de Vacinação (PNV), que são gratuitas, não são obrigatórias mas geralmente as escolas, públicas e privadas, pedem o boletim vacinal dos alunos no acto da matrícula ou da inscrição.

A importância de se cumprir o esquema vacinal segundo o PNV tem sido evidenciada pelas autoridades de saúde no actual surto de sarampo em Portugal, que até ao momento já afectou 25 pessoas e levou à morte de uma jovem de 17 anos.

A vacinação é o meio de prevenção mais eficaz contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa e que, ainda que geralmente tenha evolução benigna, pode gerar complicações graves e até levar à morte.

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