Opinião

Cartas ao director

Abril com Esperança

Nestes últimos meses foram acontecendo pequenas coisas que há muito não aconteciam. Os actuais governantes caminhando, ainda muito devagar, têm ido endireitando alguns dos erros que a legislação anterior tinha feito abater sobre os trabalhadores. Claro que não o fizeram sozinhos, e infelizmente continuam a desprezar muitas chamadas de atenção de outras forças políticas que — mais perto dos trabalhadores — vão listando e apresentando até soluções e melhores caminhos.

Como um político uma vez disse, os governantes devem estar ao serviço do povo, o seu trabalho é servir e não servirem-se. Mas, infelizmente, são ainda muitos os casos dos que se apropriam. Nesta data, nestes festejos dos 43 anos de Esperança, continuamos a lembrar as palavras “mesmo em tempos de servidão há sempre alguém que diz não”. Não podemos perder tempo e “traz um amigo também”, “porque ninguém mais cerra as portas que Abril abriu”!

Maria Clotilde Moreira, Algés

De Leste nada de novo

Século XXI, Abril, 2017, Primavera no hemisfério norte. Mas em todo o hemisfério será mesmo Primavera? Infelizmente, e por incrível que pareça, lá mais para Leste o Inverno persiste. Triste. Macambúzio. Apesar de umas ameaças de esperança, continua tristonho como sempre. Mentalidades retrógradas decidiram banir a religião Testemunhas de Jeová, considerando-a uma organização extremista e confiscando-lhe todas as propriedades. Gente com a mesma mentalidade cria um campo de concentração para homossexuais, onde homens estarão a ser torturados de várias formas, uma das quais choques eléctricos, e mortos. Em boa verdade, de Leste nada de novo. Por cá, discutido e votado este assunto na Assembleia da República, o PCP foi o único partido a romper o consenso parlamentar, abstendo-se. (...) Entretanto, chega o dia 25 e lá vão estar de cravo na lapela festejando uma data que por um triz não nos saiu bem cara e hoje ainda estaríamos na tristeza do Inverno do Leste, não fora um punhado de militares e homens livres terem restituído os direitos fundamentais com o 25 de Novembro de 1975, essa sim, uma data a festejar. (...)

Jorge Morais, Porto

Rendimentos não declarados

A criminalização dos rendimentos não declarados dá os primeiros passos. Não se compreende como a medida que visava o levantamento do sigilo fiscal para contas bancárias com valores superiores 50 mil euros foi vetada pelo Presidente da República. A tributação do património imobiliário não chega. Conjugar rigor financeiro das contas públicas com gestão financeira transparente das contas privadas só através de auditorias. É possível e desejável restaurar a confiança dos investidores. A cultura do secretismo choca com rigor financeiro.

Ademar Costa, Póvoa de Varzim

O PÚBLICO Errou

No gráfico que publicámos ontem com os resultados (provisórios) das eleições presidenciais em França, o nome dos dois candidatos que passaram à segunda volta surgiu trocado. Aos leitores, as nossas desculpas.

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