Salvamento de veleiro francês ao largo de Viana do Castelo

A embarcação, com dois homens a bordo, "encontrava-se em dificuldades com vários cabos enrolados no veio e presa a redes de pesca".

ADRIANO MIRANDA/Arquivo
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ADRIANO MIRANDA/Arquivo

A Capitania do Porto de Viana do Castelo, em articulação com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, coordenou nesta terça-feira o salvamento de um veleiro francês ao largo daquela cidade, anunciou a Marinha.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) revelou que a operação de assistência ao veleiro francês Montagne, com dois homens a bordo, ocorreu na madrugada desta terça-feira, a cerca de oito milhas a sudoeste de Viana do Castelo, em frente à freguesia de Castelo do Neiva.

A embarcação, de 12 metros de comprimento, "encontrava-se em dificuldades com vários cabos enrolados no veio e presa a redes de pesca". Os meios de salvamento "foram accionados às 5h30, logo após o pedido de socorro, tendo sido montada uma operação de salvamento com condições meteorológicas adversas, registando-se ondas na ordem dos seis metros".

"A imediata resposta da equipa da Estação Salva-vidas de Viana do Castelo revelou-se decisiva para o sucesso da operação de salvamento", explicou a Marinha naquela nota.

A embarcação salva-vidas Atento alcançou o veleiro em dificuldades cerca das 6h30 e, às 7h15, ficou concluída a operação de remoção das redes e cabos que impediam o barco francês de manobrar, podendo começar a navegar para sul, com acompanhamento do salva-vidas".

"A conjugação de esforços permitiu aos tripulantes do Montagne trabalhar para se libertarem das redes e dos cabos que não permitiam qualquer movimento, encontrando-se o veleiro a abater rapidamente para terra", explicou a nota.

Segundo a AMN, "para o sucesso daquela missão de salvamento "contribuíram ainda os fuzileiros que, no quadro do apoio da Marinha à Autoridade Marítima Nacional estão a reforçar a Estação Salva-vidas de Viana do Castelo, durante esta época do ano, mais propícia a acidentes marítimos, devido ao agravamento habitual do estado do mar".