Eduardo Cabrita realça qualidade de vida do interior para atrair populações qualificadas

Na apresentação do concurso para a eleição das Sete Maravilhas de Portugal - Aldeias, o ministro-adjunto defendeu a fixação de populações qualificadas nas zonas rurais e montanhosas.

O ministro-adjunto Eduardo Cabrita acredita que o aumento da esperança de vida em Portugal permitirá às pessoas optar por um envelhecimento activo e saudável nas zonas rurais e montanhosas
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O ministro-adjunto Eduardo Cabrita acredita que o aumento da esperança de vida em Portugal permitirá às pessoas optar por um envelhecimento activo e saudável nas zonas rurais e montanhosas Daniel Rocha

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou esta terça-feira que algumas aldeias do interior de Portugal têm condições para atrair novos habitantes e "com melhor qualidade de vida" do que os grandes centros urbanos.

No entanto, segundo Eduardo Cabrita, importa "não ter uma visão nostálgica, nem fatalista" dos chamados territórios de baixa densidade demográfica, de onde as pessoas saíram no século XX em busca de um melhor nível de vida. Na sua opinião, "a estratégia tem de passar pela fixação de populações qualificadas" que desenvolvam diferentes actividades com apoio das novas tecnologias, designadamente nas zonas remotas da região Centro.

Eduardo Cabrita falava aos jornalistas, no Piódão, aldeia histórica do concelho Arganil, no distrito de Coimbra, na apresentação oficial da eleição das Sete Maravilhas de Portugal - Aldeias, que esteve a cargo do presidente do projecto, Luís Segadães.

"A esperança de vida em Portugal cresceu muito" nas últimas décadas, afirmou o ministro, acrescentando que isto também permitirá às pessoas optar por um envelhecimento activo e saudável nas zonas rurais e montanhosas, "com qualidade de vida e por um período muito longo".

Na sessão, o ministro-adjunto realçou a importância de "afirmar aquilo que de melhor" existe em Portugal, onde se encontram "condições únicas de uma diversidade fantástica em pouco espaço", e apelou à necessidade de "semear sementes para o futuro".

Na cerimónia de lançamento do projecto, presidida pelo ministro Eduardo Cabrita, intervieram ainda Catarina Furtado e José Carlos Malato, apresentadores do programa da RTP que será dedicado ao concurso, assim como Filipe Silva, do Turismo de Portugal, e Ricardo Pereira Alves, presidente da Câmara Municipal de Arganil.

"Este projecto é muito também sobre as pessoas" e constitui "uma nova forma de promover o país", afirmou Luís Segadães.

Para Daniel Deusdado, director de programas da RTP, as Sete Maravilhas "são uma marca" a que a empresa pública de televisão "sempre se associou e acarinha da melhor forma possível" há vários anos. "As aldeias portuguesas são uma marca do território e faz todo o sentido puxar por elas", acrescentou.

O vídeo de apresentação da imagem oficial coube a Carlos Coelho, da agência de comunicação Ivity, tendo assistido à sessão a bióloga e professora universitária Helena Freitas, na qualidade de responsável máxima da Unidade de Missão para a Valorização do Interior.

A "grande novidade" do projecto, segundo a organização, radica no método de votação, que será "inteiramente por chamada telefónica". As 49 aldeias pré-finalistas são reveladas no dia 7 de Abril. Os promotores das candidaturas têm depois um período para fazer campanha, pois cada categoria só está a votação durante uma semana a partir de 1 de Julho.

A primeira gala realiza-se a 9 de Julho, em região ainda a definir, e as restantes decorrem, sempre ao domingo à noite, até 20 de Agosto. "Na semana anterior a cada gala está em votação a categoria correspondente", refere a organização em comunicado.