Carlos Barbosa é apontado como nome do PSD para a Câmara de Lisboa

Concelhia de Lisboa insiste que PSD deve ter candidato próprio na capital.

Não é a primeira vez que o nome de Carlos Barbosa surge como hipótese para Lisboa
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Não é a primeira vez que o nome de Carlos Barbosa surge como hipótese para Lisboa Enric Vives-Rubio

O presidente do ACP (Automóvel Clube de Portugal), Carlos Barbosa, está a ser apontado como um dos possíveis candidatos do PSD para a Câmara de Lisboa, apesar de a direcção do partido se ter mostrado disponível para negociar uma coligação com o CDS. Ao que o PÚBLICO apurou, os nomes de Carlos Barbosa e também de José Eduardo Moniz, consultor da TVI, estão a ser colocados em cima da mesa como hipóteses de virem a ter o apoio do PSD. Para esta quarta-feira à noite, a concelhia do PSD de Lisboa tem marcada uma reunião da comissão política para debater o assunto.

Carlos Barbosa tem sido uma das vozes contra o actual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e foi mesmo o rosto da oposição às obras na Segunda Circular. O nome já tinha sido falado como hipótese para uma candidatura a Lisboa, com o apoio do PSD e do CDS, em Abril deste ano, mas figuras sociais-democratas como José Luís Arnaut vieram a público condenar a escolha. “Não acredito que alguma vez o PSD apoie o senhor Carlos Barbosa para candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Por duas razões: a primeira por falta de perfil; a segunda, porque, como presidente do ACP, com o dinheiro de todos nós sócios, gastou milhares de euros em publicidade paga contra o Governo PSD e CDS”, reagiu, na altura, ao Expresso, o antigo secretário-geral do partido.  

Há três semanas, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, deu indicações ao coordenador autárquico, Carlos Carreiras, para iniciar negociações com o CDS para formar uma coligação em Lisboa e apoiar Assunção Cristas. Mas há muitos sociais-democratas que estão inconformados com a hipótese de o partido vir a apoiar Assunção Cristas, que já se apresentou como candidata no passado mês de Setembro. Rodrigo Gonçalves, vice-presidente da concelhia de Lisboa, tem dado voz a essa posição. A questão vai ser discutida nesta quarta-feira à noite na reunião da comissão política.

A coligação deveria abranger os três órgãos – câmara, assembleia municipal e juntas de freguesia. Sociais-democratas ouvidos pelo PÚBLICO lembram que só uma coligação com o CDS permitirá ao PSD manter a liderança de cinco (das 24) juntas de freguesia. Por outro lado, Assunção Cristas tem mostrado que não tem vontade de desistir da sua candidatura. O CDS tem uma comissão política marcada para esta quinta-feira, onde deverá ser discutido o dossier das autárquicas, depois de este ponto ter sido adiado na última reunião em Novembro. A convocatória da reunião desta quinta-feira, apurou o PÚBLICO, não veio com ordem de trabalhos.

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