Seis portugueses recebem 8,2 milhões de euros em bolsas europeias

Quatro investigadores trabalham em Portugal, um na Áustria e outro na Suíça.

A avaliação aos laboratórios promovida pela FCT foi o culminar de um ano de ebulição na Ciência nacional
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Ao todo, 325 cientistas ganharam agora estas bolsas, num total de 485 milhões de euros Reuters/Axel Schmidt

Seis investigadores portugueses receberam bolsas milionárias do Conselho Europeu de Investigação (ERC, sigla em inglês) no valor de 8,2 milhões de euros, anunciou nesta quinta-feira a Comissão Europeia. As bolsas ERC permitem aos cientistas criar as suas equipas e concretizar os seus projectos. Ao todo, 325 cientistas ganharam agora estas bolsas, num total de 485 milhões de euros.

O financiamento atribuído aos investigadores portugueses ascende a valores entre os 1,1 e os 1,6 milhões de euros. Os quatro cientistas a trabalhar em Portugal receberam bolsas em diversas áreas: Miguel Cardina, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, irá estudar as guerras de libertação das antigas colónias; Patrícia Gonçalves, da Universidade do Minho, vai dedicar-se aos sistemas estocásticos na área da matemática; Joaquim Gaspar, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, irá analisar cartas náuticas antigas; Francisco Freire, do Centro em Rede de Investigação em Antropologia, irá estudar as políticas, o activismo social e a militância islâmica na região ocidental do deserto Sara.

Lá fora, Beatriz Barahona Pena Vicoso, que trabalha no Instituto de Ciências e Tecnologia da Áustria, vai estudar que impacto tem a diferença morfológica de machos e fêmeas na evolução do genoma dos animais. E Bruno Correia, que trabalha na Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça, irá trabalhar na construção computacional de novas proteínas na área importantes para o sistema imunitário.

As bolsas foram atribuídas ao abrigo do Horizonte 2020. Criadas em 2007, as bolsas da ERC já financiaram mais de 6500 investigadores.

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