Marcelo aconselha Costa e Passos a lerem Elena Ferrante

O Presidente elogia a obra, que está a ler, e diz que este tipo de leitura faz bem à classe política

Na quinta-feira, Marcelo esteve na Feira do Livro de Belém (na foto). Nesta sexta, foi ao Porto
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Na quinta-feira, Marcelo esteve na Feira do Livro de Belém (na foto). Nesta sexta, foi ao Porto Miguel Manso

Em dia de inauguração da Feira do Livro do Porto, nos jardins do Palácio de Cristal, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recomendou ao primeiro-ministro, António Costa, e ao líder da oposição, Passos Coelho, a leitura da tetralogia da escritora Elena Ferrante A Amiga Genial, que “faz a história da Itália do pós-guerra até ao presente”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que está actualmente a ler o terceiro volume desta obra, entende que este tipo de leitura melhora o “enriquecimento cultural” da classe política. “Primeiro porque não tem a ver directamente com a política e depois porque dá um retrato da evolução de uma relação entre duas amigas, e, no fundo, de uma geração, ao longo de décadas”, adiantou o Presidente. Depois de dar um cheirinho sobre o teor da obra, e porque o Governo está a preparar o próximo Orçamento do Estado (OE), o Presidente disse em tom de graça que os quatro volumes dão “para encher a execução orçamental de 2016, a preparação do OE para 2017 e, se forem muito lentos, o começo da execução do OE para 2017”.

Também no discurso que fez na inauguração da Feira do Livro Marcelo defendera a importância da dimensão cultural na governação, vincando ao mesmo tempo que a "falta de um universo cultural é uma limitação imensa para quem é servidor do povo". "Eu não entendo que se possa ser governante sem se apostar na cultura", atirou. E perante uma cidade que se ressentiu dos 12 anos (os três mandatos de Rui Rio) em que a Câmara do Porto e a Cultura não andaram de mãos dadas, Marcelo felicitou o actual presidente, Rui Moreira, por cumprir um compromisso assumido há três anos "que se traduzia na concretização desta feira do livro". "Assumir compromissos é cartão de apresentação cívica de quem exerce actividades públicas", destacou.

Antes, o próprio Rui Moreira salientara que em 2014 anunciou que a “Câmara Municipal do Porto iria assumir a organização da Feira do Livro pela primeira vez em mais de 80 anos, que esta teria um cunho cultural além do mercado do livro e que passaria a decorrer nos jardins do Palácio e Cristal”. A Feira do Livro do Porto termina no dia 18 de Setembro.