Mais duas universidades nacionais na lista das melhores do mundo

Aveiro e Minho passam a fazer parte das 500 melhores da tabela de Xangai. Universidade de Lisboa é a melhor nacional e sobe na tabela.

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A Universidade de Lisboa é a melhor portuguesa neste ranking Enric Vives-Rubio

O ensino superior português melhorou os seus resultados no mais antigo ranking de universidades do mundo. Há mais duas instituições nacionais na nova lista de Xangai, divulgada esta segunda-feira: as universidades de Aveiro e do Minho. A melhor classificada, a Universidade de Lisboa, também melhorou a sua posição e está entre as 200 mais prestigiadas.

A Universidade de Lisboa tem sido a melhor portuguesa neste ranking desde há dois anos quando, pela primeira vez, foi apreciada como uma única instituição – após o processo de fusão com a Técnica de Lisboa. Desta feita, aparece entre o 151º e o 200º lugar, melhorando em relação ao ano passado, em que aparecia no intervalo 201º-300º. A lista de Xangai só discrimina as posições das instituições até ao centésimo lugar. A partir daí, as instituições aparecem colocadas em grandes intervalos.

No entanto, fazendo a contabilização dos vários indicadores medidos por este ranking, é possível perceber que a Universidade de Lisboa apareceria na 160ª posição a nível mundial se esta lista fizesse essa seriação. Seria a segunda do espaço ibero-americano, apenas atrás da Universidade de São Paulo, no Brasil. “É um resultado excelente”, valoriza o reitor António Cruz Serra, sublinhando que não é apenas fruto da fusão: “O resultado esperado nessa altura era passarmos para 242ª posição. Ou seja, há um progresso muito significativo da nossa parte”.

As outras duas universidades que se mantêm nesta lista continuam nas mesmas posições registadas nos dois anos anteriores. A Universidade do Porto está no intervalo 301-400 e a Universidade de Coimbra está entre a 401ª e a 500ª posição. Nos últimos cem lugares desta lista estão também duas estreantes, as universidades de Aveiro e do Minho. Fazem parte das 27 instituições que este ano constam, pela primeira vez, da lista de Xangai.

A entrada da Universidade do Minho na lista era “natural e expectável”, atendendo aos indicadores de publicação que os professores e investigadores daquela instituição foram construindo nos últimos anos, afirma o reitor António Cunha. Ainda assim, a estreia é encarada com “entusiasmo”, especialmente tendo em conta os critérios usados pela instituição que faz esta lista, que favorece os estabelecimentos de ensino superior com mais história. “Para uma universidade jovem como é a nossa é mais difícil entrar”, sublinha o mesmo responsável.

Tal como a Universidade do Minho, a Universidade de Aveiro também foi fundada em 1973, estando, por isso, nas mesmas circunstâncias. As duas instituições partilham outra característica: são consideradas universidades de média dimensão a nível internacional e os critérios do ranking de Xangai beneficiam instituições maiores. O reitor aveirense. Manuel Assunção considera, por isso, “muito bom” para aquela universidade “aparecer entre as 500 melhores”.

O ranking de Xangai é editado anualmente desde 2003 e, tal como acontece desta a primeira edição, a Universidade de Harvard (EUA) continua a ser considerada a melhor pelos critérios da instituição chinesa. A também norte-americana Universidade de Stanford mantém a segunda posição. A novidade nas primeiras posições da lista deste ano é a descida do Massachusetts Institute of Technology (MIT) da terceira para a quinta posição, tendo sido ultrapassado pela Universidade da Califórnia – Berkeley e pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a melhor representante europeia.

A lista é editada pelo Center for World-Class Universities, um centro de investigação sobre universidades de classe mundial criado há 25 anos na universidade chinesa de Jiao Tong. Foi o primeiro ranking de universidades a ser lançado, há 14 anos, e acabou por criar um movimento internacional de listas de ensino superior que se vem multiplicando nos últimos anos. A tabela editada na China parte de seis indicadores, incluindo o número de antigos alunos, professores e investigadores que receberam prémios Nobel, o número de cientistas altamente citados, o número de artigos publicados em revistas como a Nature e a Science e o número de artigos indexados.