Presidente da República voa num C-130 para provar que é seguro

Marcelo visita na segunda-feira a Base Aérea do Montijo, para dar uma "palavra de confiança à Força Aérea e àquele tipo de aeronave" depois do acidente que vitimou três militares.

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Marcelo Rebelo de Sousa na visita à Base Aérea n.º 1, em Junho Nuno Ferreira Santos

O Presidente da República irá na próxima segunda-feira à tarde à Base Aérea n.º 6, Montijo, e voará num avião C-130H para demonstrar a confiança na Força Aérea e naquele tipo de aeronave, depois do acidente que vitimou três militares.

"Segunda-feira irei à Base Aérea do Montijo e terei oportunidade de saber o que entretanto terá sido indagado e dar uma palavra de confiança na Força Aérea, de confiança naquele tipo de aeronave. Eu próprio voarei num C-130 nesse dia", anunciou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, antes de entrar para a Igreja dos Jerónimos, Belém, onde decorreu uma missa de homenagem aos três militares que morreram segunda-feira vítimas de um acidente com um avião C-130H, da esquadra 501, na Base Aérea n.º 6, Montijo.

O Presidente da República destacou "o exemplo" dos três militares, um tenente-coronel, um capitão e um sargento, que "foi muito impressionante" ao "terem mostrado o que é a condição militar, que é estar ao serviço do país com risco da própria vida, em todos os momentos, mesmo em momentos de paz". Marcelo Rebelo de Sousa disse que, no dia de hoje, "o mais importante é a homenagem" aos três militares que morreram no "cumprimento do seu serviço", afirmando que "estão presentes na memória da Força Aérea, das Forças Armadas e do Comandante Supremo das Forças Armadas".

Além da missa de corpo presente conjunta, que começou às 12h00 na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, está prevista uma homenagem no domingo, na inauguração de um monumento que visa assinalar a passagem do primeiro centenário da aviação militar.

O avião C-130H "imobilizou-se fora da pista" e incendiou-se de imediato durante a corrida de descolagem e a tripulação não chegou a reportar qualquer emergência, indicou um comunicado divulgado na quarta-feira pela FAP, que prossegue o inquérito às causas do acidente, sem prazo regulamentar.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Pina Monteiro, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, o deputado da comissão parlamentar de Defesa Nacional Miranda Calha e o deputado e anterior ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, marcaram presença na cerimónia religiosa.
 

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