Parlamento destaca Paquete de Oliveira como “homem sério e rigoroso”

Deputados aprovaram nesta sexta-feira voto unânime de pesar pela morte do sociólogo.

Paquete de Oliveira morreu no passado sábado aos 79 anos
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Paquete de Oliveira morreu no passado sábado aos 79 anos Daniel Rocha (arquivo)

Os deputados da Assembleia da República aprovaram nesta sexta-feira, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de José Paquete de Oliveira, e destacaram que o último provedor dos leitores do PÚBLICO se notabilizou junto do grande público como “homem sério e rigoroso”, e que perdurará a sua “preocupação com a tolerância e o respeito pelas regras da deontologia e a sua defesa acérrima do direito fundamental à informação”.

O texto do voto de pesar, subscrito por todos os partidos e pelo presidente da Assembleia da República, revisita o percurso de José Manuel Paquete de Oliveira, entre a Madeira, onde nasceu, e Lisboa, onde morreu aos 79 anos. A sua vida “foi marcada por uma grande diversidade, tendo exercido o sacerdócio, a carreira de jornalista e, mais tarde, a carreira de docente universitário”, lembra o voto.

“Na Madeira, onde nasceu, distinguiu-se pela defesa das liberdades ainda durante a ditadura, quer no seio da Igreja, quer no jornalismo. Licenciou-se em Sociologia, na Universidade Gregoriana de Roma, em 1973, e no regresso a Portugal viria a ser um dos fundadores da Sociologia” em Portugal, lê-se no documento.

Paquete de Oliveira doutorou-se em Sociologia no ISCTE em 1989, especializando-se no ramo da Sociologia da Cultura e da Comunicação, onde foi professor de Sociologia durante quase 30 anos e se jubilou em 2006.

Integrou o Conselho Científico do ISCTE, o Conselho Geral da Universidade da Madeira, o Conselho Estratégico da Universidade do Minho, e foi presidente do Conselho Geral da Universidade da Beira Interior.

Do seu currículo na comunicação social constam passagens pelo Diário de Notícias (foi mesmo director em 1976), Jornal da Madeira, Jornal do Funchal, Comércio do Funchal, Diário de Lisboa, Jornal de Notícias, Expresso, O Jornal e SIC, tendo também sido provedor do telespectador da RTP e do leitor do PÚBLICO.