Crónica de jogo

Benfica ultrapassa Marítimo e tem via aberta para o título

Mitroglou e Talisca marcaram na Madeira e anularam os estragos da expulsão de Renato Sanches ainda na primeira metade. A Luz vai agora engalanar-se para receber o Nacional.

Mitroglou marcou o primeiro golo do Benfica no terreno do Marítimo
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Mitroglou marcou o primeiro golo do Benfica no terreno do Marítimo Francisco Leong/AFP

Está aberta a via para o tricampeonato do Benfica. Os “encarnados” ultrapassaram neste domingo o Marítimo, na Madeira, e mantiveram os dois pontos de vantagem sobre o Sporting para a derradeira jornada do campeonato, quando recebem o Nacional, no Estádio da Luz. A expulsão de Renato Sanches, logo aos 37’, ainda causou alguma apreensão, mas a equipa de Rui Vitória superou a inferioridade numérica e marcou dois golos sem resposta na segunda parte.

Num estádio dos Barreiros pintado de vermelho, os lisboetas entraram na partida em toada morna, mas conseguiram criar oportunidades para chegar ao intervalo em vantagem no marcador. Mesmo após a expulsão do jovem médio (por acumulação de cartões amarelos), o Benfica conseguiu reorganizar-se e manter o controlo da partida. A superioridade dos visitantes expressou-se no resultado três minutos após o intervalo, com o triunfo a ser confirmado na recta final do encontro.

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Um grande trabalho de Jonas à passagem da meia-hora, quase deu em golo, mas o excesso de pontaria do melhor marcador do campeonato levou a bola à barra. E, na mesma jogada, Carcela (que rendeu o lesionado Gaitán numa das alas) viu Maurício a salvar em cima da linha de golo. Este foi o melhor período dos “encarnados” no primeiro tempo, que pouco tempo depois complicaram o seu objectivo, com a expulsão de Sanches.

O médio, que tinha visto um primeiro cartão amarelo depois do árbitro ter considerado que simulou uma grande penalidade, viu o segundo, de forma infantil, a oito minutos do intervalo, após uma falta feia sobre Djoussé. Este era um dos únicos elementos maritimistas a provocar raros desequilíbrios na defesa visitante, mas a falta de objectividade no último terço do terreno facilitou bastante a tarefa defensiva do conjunto de Rui Vitória.

No regresso dos balneários, logo no primeiro lance de perigo junto da baliza de Salin, Mitroglou, “assistido” por um adversário, inaugurou o marcador e gerou grande alívio nas bancadas dos Barreiros. A perder, o Marítimo teve de arriscar, mas, mais uma vez, sem grande critério.

Mesmo assim, a possibilidade dos insulares chegarem à igualdade num lance furtuito levou Vitória a reforçar o meio-campo, primeiro com Talisca, depois com Samaris. Os dois estiveram no lance do segundo golo: o grego sofreu uma falta à entrada da área e o brasileiro cobrou o livre de forma exemplar, aos 83’. Já nos instantes finais, entrou Jiménez para o lugar de Mitroglou, ainda a tempo de atirar uma bola à barra, a segunda da sua equipa.