Garrett Coakley/Flickr
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Oceanos podem ter 1 quilo de plástico para 3 de peixe em 2025

Estimativa é de Andreas Merkl, presidente da ONG Ocean Conservancy, que se dedica a desenvolver políticas para os oceanos baseadas em investigações

A organização não-governamental (ONG) Ocean Conservancy alertou terça-feira, 6 de Outubro, para o impacto da poluição dos ecossistemas marinhos e advertiu que, ao ritmo actual, em 2025, o mar vai conter um quilo de plástico por cada três de pescado.

"Temos de travar a avalancha de plástico que se está a despejar no oceano. Em 2025, poderemos ter um quilo de plástico por cada três de pescado", disse o presidente da ONG, o norte-americano Andreas Merkl, durante um dos painéis da conferência Nossos Oceanos, que decorreu na cidade chilena de Valparaíso.

O representante da Ocean Conservancy, que se dedica a desenvolver políticas para os oceanos baseadas em investigações científicas, denunciou a falta de infra-estruturas para se poder gerir os resíduos que se despejam nos mares. Por tal razão, a Ocean Conservancy anunciou o desenvolvimento de um plano de gestão de resíduos que a ser realizado em várias cidades asiáticas, que vão servir de teste.

"A iniciativa vai coordenar os esforços das indústrias, dos governos e de investidores privados", adiantou Merkl. O objectivo da proposta é desenvolver as condições legais, institucionais e financeiras que permitam que os investidores privados construam "oceanos inteligentes" e sistemas de gestão de resíduos na região da Ásia-Pacífico.

A aliança "Trash Free Seas" (Mares Sem Lixo), que junta empresas e instituições científicas, vai coordenar os esforços de grandes empresas, ONG e instituições multilaterais. "Este esforço vai requerer um financiamento de 2,4 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) e espera poder contribuir para a diminuição desta quantidade de plástico", assinalou Andreas Merkl.

O objectivo final da organização é o de trabalhar conjuntamente com o Fórum da Associação Económica Ásia-Pacífico (APEC) para identificar as condições institucionais e financeiras necessárias para atrair o investimento privado e conseguir libertar o oceano de resíduos.