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Scarlets, Edinburgh e Munster com início forte

Três equipas continuam a liderar o Guinness Pro 12 com vitórias nas três jornadas disputadas

Após uma paragem de três semanas, o Guinness Pro 12 regressou e, depois de cumprida a terceira jornada, Scarlets, Edinburgh e Munster continuam a ocupar os três primeiros lugares, só com vitórias. Nesta ronda, as equipas irlandesas ganharam os respectivos jogos, com o campeão do ano transacto, Glasgow Warriors, a sofrer a segunda derrota em três jogos.

 

Munster-Glasgow Warriors (23-21)

PÚBLICO -
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No Thomond Park assistiu-se a um bom jogo, apesar das 21 ausências de jogadores dos Warriors, que estão a competir no Mundial. A equipa de Glasgow começou por dominar, com boas e constantes fases de ataque até perto da meia hora. No entanto, o amarelo a Tyrone Holmes, aos 27’, permitiu que o Munster respirasse um pouco e na sequência de um maul e de três pick and go, o asa Dave O’Callaghan faz toque de meta para os irlandeses. Na segunda parte, o Glasgow teve boa circulação de bola, mas o Munster esteve sempre melhor no breakdown e quando ressurgiu no jogo, foi através dos seus drives e poderio físico, com ensaio, aos 66’, de BJ Botha. Um inspirado drop do abertura Rory Clegg ainda colocou o Glasgow na frente aos 74’ (20-21), mas uma penalidade de Ian Keatley garantiu a terceira vitória do Munster em três jornadas.

 

Edinburgh-Ospreys (20-9)

Num jogo tristonho no BT Murrayfield, foram os Ospreys que tiveram maior iniciativa e à meia hora ganhavam por 6-0, fruto dos pontapés de Sam Davies. Os avançados escoceses surgiram então em jogo e obrigaram os galeses a recorrer a faltas para parar as ofensivas. Com dois amarelos, o Edinburgh marcou um ensaio em cada parte através de Phil Burleigh e John Andress.  Os Ospreys, que na edição transacta foram aos play-offs, este ano perderam todos os jogos que disputaram.

 

Ulster-Treviso (48-7)

A partida realizada no Kinspan Stadium foi de apenas um sentido, com o Ulster a não dar hipótese aos italianos, garantindo o ponto de bónus ofensivo ainda na primeira parte (27-0). Coube ao Ulster todas as despesas do jogo, obrigando o Treviso a investir na defesa, o que, a certa altura, se tornou complicado, com dois amarelos a serem mostrados devido à falta de disciplina exibida. No reatar da segunda parte, Sam Christie, o mais esclarecido dos italianos, ainda marcou um ensaio, mas o Ulster respondeu com três toques de meta, pondo um ponto final na discussão do resultado. De referir o bis de Craig Gilroy, com o primeiro ensaio a denotar grande capacidade física e técnica do ponta esquerdo, e ainda a exibição do pack do Ulster, com o talonador Rob Herring em destaque.

 

Leinster-Newport Gwent Dragons (37-13)

Numa primeira parte fraca de ambas as equipas, foram os Dragons a ganhar vantagem, através de Sarel Pretorius, que fez toque de meta (10-6). Isso só espevitou as linhas atrasadas do Leinster e, a partir daí, assistiu-se ao desenrolar de jogadas com boa reciclagem de bola e com basculação no campo. Isa Nacewa, o defesa, fez bis no primeiro tempo e no segundo os ensaios vieram do ponta Gary Ringrose e do abertura Cathal Marsh. Ainda de salientar as boas exibições do ponta direito do Leinster, Fergus McFadden, e dos centros Neil Reid e Ben Te’o.

 

Connacht-Cardiff Blues (36-31)

Assistiu-se a um duelo disputado taco a taco, com nove ensaios no total (cinco para o Connacht e quatro para os Blues). A equipa da casa começou mais pressionante, mas uma intercepção do ponta Aled Summerhill deu o primeiro ensaio para Cardiff. Seguiram-se três ensaios do Connacht e com 19-7, pensou-se que os irlandeses iam partir para uma robusta vitória. Assim não sucedeu, com os três quartos a fazerem circular e a dar a volta ao resultado.

 

Zebre-Scarlets (8-20)

As cerca de 200 pessoas que presenciaram o jogo, no Stadio Sergio Lanfranchi, não assistiram a uma grande partida de râguebi. Zebre dominou a primeira parte e, com 8-6 ao intervalo, pairou no ar a possibilidade de repetição da vitória italiana da época transacta. Na segunda parte, porém, o Zebre decaiu fisicamente e os galeses tomarem conta dos acontecimentos. O ensaio de James Davies e os pontapés de Shingler e Jones garantiram mais quatro pontos e a primeira posição na tabela classificativa para os Scarlets.