Jerónimo provoca Passos: há eleitores do PSD que dizem ir votar CDU

Líder da CDU promete 1% do orçamento do Estado para a cultura, e quer ter esta área no final da legislatura a receber uma verba equivalente a 1% do BIP.

Jerónimo de Sousa diz que a “estreita articulação” entre o Governo e a troika é preocupante
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Jerónimo de Sousa diz que a “estreita articulação” entre o Governo e a troika é preocupante Enric Vives-Rubio

A conversa foi feita com aquele intróito de quem quer ter a certeza que a mensagem vai passar embora queira fazer crer o contrário: “E temos encontrado muita gente, curiosamente - eu vou dizer isto e a comunicação social não ouve – mais gente que votou PSD a dizer que agora vai votar na CDU pela primeira vez.”

A conversa foi feita com aquele intróito de quem quer ter a certeza que a mensagem vai passar embora queira fazer crer o contrário: “Temos encontrado muita gente, curiosamente – eu vou dizer isto e a comunicação social não ouve – mais gente do PSD, que votou PSD, a dizer que vai votar na CDU pela primeira vez.

Jerónimo de Sousa confessava assim uma espécie de segredo que estará só guardado entre si e quem telefona. É que além de eleitores do Bloco, essa tendência estende-se um pouco por terrenos movediços mais à esquerda.

“Percebe-se porque ficaram desiludidos com os partidos em que votaram, mas têm uma profunda desconfiança em relação ao PS por aquilo que também fez no Governo e pelo estado em que deixou o país”, adiantou Jerónimo de Sousa.

“O nosso ponto de partida é 7,9% nas eleições de há quatro anos; a partir daí temos que conquistar a pulso, voto a voto, deputado a deputado, num quadro muito difícil, de desespero, de profunda desconfiança em relação à política e aos políticos. “Mas então, como é que nós ganhamos esta gente?”, interrogou-se Jerónimo.

Curiosamente, um pouco antes, em Penafiel, Pedro Passos Coelho admitiu que muitas pessoas estão desiludidas com este Governo e dedicou, o seu discurso do jantar-comício deste sábado precisamente a esses eleitores. Como argumento, voltou a colar António Costa e o PS ao que chama de “radicalismo” da esquerda, que envolve aproximações entre PCP, Bloco e PS.

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