Costa considera um "não-caso" questão das poupanças com prestações sociais

Líder do PS critica no Facebook a atenção dada ao caso da redução de prestações sociais não-contributivas quando está em causa uma redução de quatro por cento.

António Costa
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Costa esteve reunido com os autarcas do distrito de Viana do Castelo Nuno Ferreira Santos

O secretário-geral do PS considerou hoje um "não-caso" a questão levantada no seu debate com o líder do PSD referente a reduções na despesa com prestações sociais não-contributivas através da aplicação da condição de recursos.

Esta posição de António Costa foi colocada na página oficial de Facebook da sua candidatura às eleições legislativas, CostaPS2015, após o debate que travou esta manhã com Pedro Passos Coelho, num post intitulado Pontos nos is.

"O que alguns comentadores consideram o 'caso do debate' que hoje mantive com o líder da coligação de direita é verdadeiramente um não-caso, que esconde a verdadeira falta de boas contas dessa coligação", defendeu o líder socialista.

De acordo com o secretário-geral do PS, as prestações sociais de natureza não-contributiva, "pagas com impostos, têm um valor anual de 5,7 mil milhões de euros". "Uma redução da despesa de 250 milhões por ano vale quatro por cento. Não inclui as pensões para as quais todos contribuímos enquanto trabalhamos", salientou, na sua nota. António Costa sustentou depois que reduzir a despesa por essa via da introdução da condição de recursos, "em sede de concertação social, é reforçar a justiça e equidade social na gestão dos impostos dos portugueses".

"Caso sério é o que propõe a coligação de direita: um novo corte nas pensões já em pagamento de 600 milhões euros por ano e privatizar para sempre seis por cento da receita da Segurança Social. Isto, sim, seria um caso sério", rematou. Neste contexto, o líder socialista reforçou ainda que "caso sério é ter um candidato a primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] que esconde os números e que se entretém a deturpar os do PS".