Um dos últimos “dinossauros” do desporto

Blatter liderou a FIFA durante 17 anos, mas não é caso único de longevidade na liderança de estruturas de topo do desporto mundial.

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Blatter abandona a FIFA pela porta pequena e cercado por escândalos de corrupção AFP/FABRICE COFFRINI

A queda de Joseph Blatter significou a despedida de um dos últimos “dinossauros” do desporto mundial. O suíço de 79 anos ocupa a presidência da FIFA desde 1998 e está longe de ser um caso isolado. Desde logo porque foi eleito para suceder ao brasileiro João Havelange, que liderou o organismo que tutela o futebol mundial entre 1974 e 1998.

Mas há exemplos noutras modalidades, como por exemplo o atletismo: o senegalês Lamine Diack chegou à liderança da federação internacional da modalidade em 1999 e continua no cargo, aos 81 anos. No ciclismo, o holandês Hein Verbruggen liderou a União Ciclista Internacional entre 1991 e 2005. Há também o caso de Bernie Ecclestone, que desde os anos 1980 põe e dispõe no mundo da Fórmula 1. Ele é o detentor dos direitos comerciais da competição e só se afastou temporariamente quando se viu envolvido num processo judicial em que era acusado de corrupção. Mas venceu a batalha legal e regressou.

Juan Antonio Samaranch, outro homem imune a escândalos de corrupção, presidiu ao Comité Olímpico Internacional entre 1980 e 2001.

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