Receitas da Vodafone Portugal caem 13%

Receitas e clientes dos serviços móveis caíram ao longo do último ano.

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Operadora fala em "período prolongado de intensa concorrência" Miguel Madeira

Com uma queda na facturação dos serviços móveis, as receitas da Vodafone Portugal desceram cerca de 13% ao longo do ano que terminou a 31 de Maio. O volume de negócios foi de 771 milhões de libras, ou cerca de 1071 milhões de euros, de acordo com o relatório anual do grupo de telecomunicações britânico, do qual a operadora portuguesa é subsidiária.

Já o EBITDA (o lucro bruto, antes de factores como os impostos e amortizações) desceu 6,5%, para 289 milhões de libras (aproximadamente 398 milhões de euros).

A empresa justifica os resultados com uma pressão sobre os preços dos serviços móveis. "Em Portugal continuamos a verificar uma queda nas receitas de serviços móveis devido à pressão nos preços das ofertas convergentes, reflectindo um período prolongado de intensa concorrência, parcialmente compensada por um forte aumento das receitas do fixo", explica a operadora.

A Vodafone informou também que chegou a 1,6 milhões de casas cabladas com fibra óptica em Portugal, um número conseguido na sequência do acordo de partilha de rede com a PT Portugal, feito em Junho do ano passado. A parceria permitiu que cada uma das empresas pudesse chegar a mais potenciais clientes, com um menor investimento em infra-estrutura.

A Vodafone Portugal chegou ao fim do ano com 5043 milhões de clientes móveis, uma quebra de 3% face a Janeiro. Destes, perto de 69% são clientes de tarifários pré-pagos. 

Já o grupo, que tem operações em vários países dentro e fora da Europa, viu os resultados operacionais descerem 37,4%, para 7,9 mil milhões de libras, perto de 11 mil milhões de euros, que a multinacional explica com a venda dos interesses na operadora americana Verizon. "A queda comunicada relaciona-se sobretudo com a venda dos nossos interesses na Verizon Wireless ao longo do ano. Numa base orgânica, [os resultados operacionais ajustados] caíram 9,4%, reflectindo o declínio no EBITDA e amortizações e depreciações mais elevadas", lê-se no relatório anual.

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