Do Chromecast ao Raspberry Pi, das promessas às certezas

Chromecast é um pequeno aparelho parecido com uma pen USB, acoplável a televisores e projectores e com capacidades de "media player" e de "media streamer"

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Mike Mozart/flickr

Foi já no Verão de 2013 que a Google apresentou o Chromecast, pequeno aparelho parecido com uma pen USB, acoplável a televisores e projectores (embora pareça USB, liga-se à entrada HDMI) e com capacidades de "media player" e "media streamer" ou, por outras palavras, capaz de transformar uma mera televisão num aparelho que recebe, envia e partilha conteúdos digitais (áudio e vídeo) entre todos os equipamentos capazes de os reproduzir, sejam computadores, "tablets" ou "smartphones".

Já em 2014, a Google reforçou a sua oferta no seu Google I/O, o seu “mundo Android”, e o Chromecast manteve-se como peça importante da sua revolução inteligente, a par do Android TV, sistema operativo lançado nesse ano e especialmente desenvolvido para este tipo de boxes.

E as promessas, foram cumpridas?

No mercado, especialmente o norte-americano, a oferta destes "streamers" tem concorrência de peso, do Apple TV ao Amazon Fire TV, passando pelo Roku ou mesmo o Google Nexus Player.

A promessa do Google Chromecast não foi cumprida, criou espaço para a concorrência desde que a Google cedeu à pressão feita pelos fornecedores de conteúdos e lhe retirou funcionalidades e acessos, especialmente a quem não resida nos EUA; as suas imensas possibilidades estão todas lá, mas algumas estão inacessíveis, dentro e fora de portas.

A solução tem de ser mais aberta…

Uma vez que a ligação entre este tipo de dispositivos, a TV e os aparelhos onde o Chromecast vai “buscar” conteúdos irá sempre requerer – da parte do utilizador – de alguns "skills" informáticos, a solução parece vir de equipamentos mais abertos, mais configuráveis e adaptáveis à realidade do acesso a conteúdos multimédia, como o Raspberry Pi , especialmente a partir do lançamento da sua segunda versão, que exige a instalação de um sistema operativo e de "software" apropriado, mas é um computador completo (processador QuadCore, 1 Gbyte de RAM, 4 portas USB, ligação HDMI, ligação Ethernet, leitor de cartões Micro SD incorporado, etc.) capaz de instalar sistemas operativos da família do Linux, mas também o Windows 10, não sendo apenas um "streamer/player".

Seja com o XBMC Media Center, seja com outra qualquer solução que o Raspberry Pi permita, as possibilidades são (quase ilimitadas) e o pequeno aparelho – se bem que não tão pequeno quanto o Chromecast – poderá ser controlado via "smartphone", "tablet" ou PC (existem N aplicações para tal) e ser muito mais do que interface A/V, pode ser computador pessoal, controlador robótico (os fãs dos drones já o sabem há muito!), gestor de domótica, assistente de fotografia, entre muitas outras aplicações.