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Casa de Birre vence prémio internacional de arquitectura

A Casa de Birre fica em Cascais e é da autoria do estúdio AMATAM. Projecto para cliente privado foi distinguido pelos World Architecture Awards

Na 18.ª edição dos World Architecture Awards, um projecto do estúdio português AMATAM foi um dos premiados. A equipa responsável pelo projecto revelou-se surpreendida com o reconhecimento: tinham exposto os esboços da casa na plataforma World Architecture Community para divulgar os planos para a Casa de Birre sem saber, no entanto, que poderiam vir a ser reconhecidos pelo fórum internacional.

Nem todos os trabalhos que são avaliados pelo júri dos World Architecture Awards têm de estar edificados. O projecto português, por exemplo, ainda não está construído e resultou de um estudo prévio para um cliente privado. Foi idealizado num lote de gaveto na zona de Cascais, com várias moradias e arvoredos circundantes.

Por se tratar de uma área muito pequena e existir a intenção de se preservar a privacidade dos potenciais moradores da habitação, o projecto concentrou-se, essencialmente, no espaço interior. Foi aí que se construíram os vários pátios. São tantos que fizeram com que Manuela Tamborino, uma das arquitectas do estúdio AMATAM, o apelidasse de “casa pátio”.

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O cuidado com as aberturas de luz pretende criar diferentes atmosferas, consoante a posição do sol. Manuela Tamborino adianta que a arquitectura do Brasil, país visitado pela equipa que idealizou a Casa de Birre, serviu de inspiração e fez com que os cobogós fossem aspectos importantes para a casa. "São elementos vazados e dão sombras muito interessantes a quem está dentro da casa."

"Funciona como um véu de uma noiva, esconde e controla a luz", explica a arquitecta. Os três pisos assumem funções diferentes. A cave com funções técnicas, o piso de entrada como a zona mais social da casa e o piso superior concentra as áreas mais privadas. As relações visuais entre os diversos pisos permitem que a fronteira interior/exterior atenue. A arquitecta admite que, à primeira vista, a casa possa parecer monolítica mas considera que a abundância de espaços privados e a conexão com o arvoredo interior proporcionam uma relação com o meio envolvente. “Não queríamos que a casa fosse muito exposta para o exterior, daí a concentração para o interior”, de forma também a aproveitar ao máximo o lote, que não era muito grande.

O júri do prémio é constituído por arquitectos, críticos académicos, editores de arquitectura, organizações não-governamentais relacionadas e outros peritos. Avaliou 72 projectos e 20 deles foram premiados, entre eles, a Casa de Birre.