Um número indeterminado de amputados

O Instituto Nacional de Estatística (INE) não sabe dizer quantas pessoas amputadas existem em Portugal. A variável não faz parte do conteúdo dos Censos 2011. O INE tem apenas dados sobre pessoas com dificuldades na realização de actividades básicas, como andar ou subir degraus (23,5%) ou agarrar, segurar ou rodar algo (4,5%).

O Instituto Nacional para a Reabilitação também não dispõe de dados estatísticos sobre amputados. Paula Leite lamenta que não existam dados globais, apenas parciais, amiúde baseados em estimativas.

Segundo o Observatório Nacional para a Diabetes, por exemplo, a diabetes provoca doença arterial periférica que é responsável por cerca de 1500 amputações anuais nos hospitais portugueses. As doenças vasculares (alterações circulatórias devidas a arterosclerose ou diabetes) estão, de resto, entre as principais causas de amputação, às quais há que acrescentar as doenças infecciosas, os traumatismos, os tumores e as doenças congénitas. Em seu entender, importava caracterizar bem esta realidade, de modo a definir estratégias que possam levar a um modelo de intervenção abrangente, que tenha por base a igualdade de oportunidades, as necessidades das pessoas e a responsabilidade colectiva.

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