Reabilitação da piscina de Campanhã já tem projecto

Projecto de arquitectura e de especialidades foi encomendado e pago pela Câmara do Porto, ficando por "menos de 75 mil euros"

Os nadadores portugueses estiveram bem no início dos Europeus de piscina curta
Foto
Os nadadores portugueses estiveram bem no início dos Europeus de piscina curta François Xavier Marit/AFP

A Câmara do Porto aprovou, por unanimidade, e na ausência do vereador da CDU, o contrato-promessa de constituição do direito de superfície da piscina municipal de Campanhã a favor do FC Porto. A cedência é feita a título gratuito, pelo prazo de 25 anos, mas está condicionada à aprovação de uma candidatura do clube a fundos comunitários, para a reabilitação do espaço. O projecto de arquitectura e de especialidades está pronto e foi encomendado pela autarquia.

“Na pior das hipóteses, ficamos com um projecto que já foi acompanhado por uma entidade que conhece bem a piscina”, disse Rui Moreira aos vereadores, durante a discussão em torno deste ponto. O presidente da Câmara do Porto pediu autorização aos vereadores para votar a proposta, concluída apenas na segunda-feira, alegando a urgência do clube em poder apresentar a candidatura a um dos concursos do Programa Regional do Norte (ON.2 – O Novo Norte). Apenas o vereador da CDU, Pedro Carvalho, declarou não poder votar a proposta “em consciência”, pela falta de tempo em analisá-la e discuti-la com o partido.

Ricardo Almeida, do PSD, levantou dúvidas sobre a possibilidade de o FC Porto apresentar uma candidatura ao programa de “overbooking” do ON.2, mas Rui Moreira garantiu que, dos contactos mantidos com o clube e com o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Emídio Gomes, ficará com “a convicção” de que a candidatura era possível. “Quero acreditar que o FC Porto terá pesado essas questões”, afirmou o autarca.

Rui Moreira disse que a parceria com o FC Porto foi decidida depois de se ter avaliado se seria melhor ser o município ou o clube a apresentar uma candidatura. “Entendeu-se que era melhor para o interesse público que fosse o FC Porto”, disse. O autarca justificou esta conclusão com o facto de o clube estar disponível para assumir os 30% do custo total da intervenção, uma vez que os fundos comunitários nunca cobrirão mais do que 70% do investimento que, como o PÚBLICO ontem revelou, deverá ascender a 2,3 milhões de euros.

O presidente da Câmara do Porto explicou, depois, que, durante o Inverno, o FC Porto tem “uma presença dominante” na piscina descoberta, que é dotada de um insuflável para permitir a sua utilização. “[Esta cobertura e o aquecimento da água] Tem um impacto muito pesado nas contas da Porto Lazer, que gere o equipamento”, afirmou.

A câmara optou, assim, por encomendar um projecto que definisse as condições de reabilitação da piscina, e que foi sempre acompanhado pelo FC Porto. O projecto de arquitectura e de especialidades custou à autarquia “menos de 75 mil euros”, segundo fonte do município, e será o guia da intervenção a implementar pelo clube, no caso de candidatura a fundos comunitários ser aprovada. Se tal não acontecer, o contrato-promessa caduca e o município fica com o projecto.

P24 O seu Público em -- -- minutos

-/-

Apoiado por BMW
Mais recomendações