Maia investe 100 mil euros na protecção dos animais de companhia

Aumentar a capacidade do canil municipal e realizar campanhas de sensibilização são algumas das medidas previstas na nova estratégia da câmara.

Os cães são um reservatório de norovírus
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No último ano e meio, a GNR registou cerca de 11 denúncias diárias MIKE FINN-KELCEY/Reuters

A Câmara da Maia prevê investir cerca de 100 mil euros numa "estratégia para a protecção dos animais de companhia", que inclui a ampliação e o melhoramento do canil municipal, afirmou nesta sexta-feira o presidente da autarquia, Bragança Fernandes.

Segundo o autarca, a protecção dos animais e o respeito pelos seus direitos fundamentais são uma preocupação permanente por parte dos serviços municipais. A capacidade actual do Centro de Recolha de Animais de Companhia da Maia (CROACM), bem como a das associações zoófilas que colaboram com o município, já se encontram ultrapassadas, registando-se sucessivamente a sobrelotação das instalações. Bragança Fernandes afirmou que os serviços municipais recolhem cerca de 300 cães e gatos por ano.

A proposta denominada "Estratégia municipal para a protecção dos animais de companhia", aprovada por unanimidade em reunião de câmara na quinta-feira à tarde, prevê o aumento do número de boxes para animais no CROACM, bem como o melhoramento das suas condições. Está ainda previsto aumentar a área destinada ao gabinete e melhorar as condições para a prática de actos médicos.

Este plano estratégico prevê também a realização de campanhas de sensibilização para o bem-estar animal, destinada a jovens em idade escolar, público em geral e associações de protecção animal.

A ideia da autarquia é "promover a mudança de hábitos e atitude dos cidadãos sobre os cuidados que devem ter com os seus animais de companhia", "promover a adopção de cães e gatos" que se encontrem no canil, bem como "sensibilizar a população contra o abandono e maus tratos animais".

"Através desta estratégia, a câmara pretende ainda assinar protocolos com clínicas veterinárias particulares, tendo em vista a esterilização dos animais a custos reduzidos para pessoas carenciadas", frisou.

Bragança Fernandes lembrou que, desde 2005, todos os animais que são adoptados saem do CROACM esterilizados, vacinados e com microship de identificação.