Não havia vestígios de álcool ou drogas no corpo de Robin Williams

O relatório final da autópsia estabelece como causa da morte a "asfixia por enforcamento"

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Homenagem numa casa do Colorado na altura da morte de Robin Williams, em Agosto Marc Piscotty/Getty Images/AFP

A autópsia realizada ao corpo do actor norte-americano Robin Williams, que se suicidou em Agosto passado, não revelou vestígios de álcool ou droga ilegais, anunciaram fontes policiais nesta sexta-feira.

Foram encontrados apenas vestígios de medicamentos, mas em doses consideradas “terapêuticas”. A conclusão final é a de que Robin Williams morreu por asfixia provocada por enforcamento.

A viúva, Susan Schneider, explicara já que Robin Williams, que foi encontrado morto na sua casa na Califórnia, sofria há já algum tempo de depressão e ansiedade, e que a situação tinha-se agravado depois de, em Novembro de 2013, os médicos lhe terem diagnosticado a doença de Parkinson, da qual já tinha sintomas desde 2011, com tremuras no braço esquerdo e movimentos mais lentos.

O próprio actor – famoso por filmes como "Bom dia, Vietname" (1987), "Clube dos Poetas Mortos" (1989), "Tootsie" (1983) ou "Mrs Doubtfire" (1993) – admitira no passado problemas com álcool e drogas, e tinha estado num programa de reabilitação pouco antes de morrer.

Não foi encontrada nenhuma carta de suicídio junto do corpo do actor, de 63 anos, que, aparentemente, tinha também feito uma tentativa para cortar o pulso esquerdo. O relatório da autópsia sublinha que “a história clínica é marcada pela depressão, com componentes de paranóia, comportamento compulsivo, e ansiedade”. No entanto, Robin Williams “não tinha nenhum historial de tendências suicidas”.
 

Notícia corrigida no último parágrafo às 18h37: onde se lia depressivas passou a ler-se suicidas.

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