Mitrovic, o drone da bandeira e jogo interrompido em Belgrado

Sérvia-Albânia, a contar para o Grupo I de qualificação para o Euro 2016, não chegou ao fim.

Mitrovic tenta agarrar a bandeira que estava presa ao drone
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Mitrovic tenta agarrar a bandeira que estava presa ao drone Marko Djurica/Reuters
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Mitrovic puxa a bandeira com o símbolo albanês Louisa Gouliamaki/AFP
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Adepto sérvio envolve-se em confrontos com jogadores Marko Djurica/Reuters
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Adepto sérvio envolve-se em confrontos com jogadores Marko Djurica/Reuters
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Adepto sérvio tenta agredir o avançado albanês Balaj Marko Djurica/Reuters

Este foi um dos casos em que o futebol não foi mais forte que o resto. O Sérvia-Albânia, a contar para o Grupo I de qualificação para o Euro 2016, nunca seria um jogo pacífico, devido à história entre os dois países, e o que se passou nesta terça-feira em Belgrado só o provou. Perto do final da primeira parte, com 0-0 no marcador, um drone com a bandeira com o símbolo da Albânia começou a sobrevoar o relvado, o jogo parou e, quando o ex-benfiquista Mitrovic tentou puxar o engenho, foi empurrado por vários jogadores albaneses, situação que alastrou aos restantes jogadores e equipas técnicas, seguindo-se uma invasão de campo dos espectadores, para além de confrontos entre alguns adeptos e as forças de segurança.

Martin Atkinson, o árbitro inglês designado para a partida, ordenou que as equipas recolhessem aos balneários. Depois do intervalo, Dick Advocaat, seleccionador da Sérvia, ainda subiu ao relvado, mas o jogo, para o qual não foi permitida a entrada de quaisquer adeptos albaneses, já não seria retomado. Alguns minutos depois, a equipa da casa ainda foi saudar os espectadores, mas a bola não voltou a rolar. “Nós só podemos lamentar que o futebol tenha ficado em segundo plano. Para já, é difícil tirar conclusões ou fazer comentários”, disse no final Ivanovic, o capitão sérvio.

A UEFA vai agora analisar o caso, mas estes incidentes podem acarretar penalizações pesadas para os sérvios. Segundo o regulamento disciplinar da UEFA, a federação que organiza o jogo é “responsável pela ordem e segurança dentro e fora do estádio, antes, durante e depois dos jogos”. Uma das penas previstas é a atribuição de derrota por 3-0.

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Alemanha perdulária
A grande surpresa da noite aconteceu em Gelsenkirchen, onde a Alemanha voltou a perder pontos, desta vez com um empate (1-1) frente à República da Irlanda, em jogo a contar para o Grupo D. Depois da derrota com a Polónia, a selecção campeã do mundo mostrou-se desinspirada e, neste momento, está fora dos lugares de qualificação, ocupando um modesto quarto lugar, com quatro pontos, atrás dos polacos, da Escócia (que empataram 2-2) e da Irlanda.

Tinha tudo para ser uma vitória tranquila da formação de Joachim Löw, mas a falta de pontaria dos avançados germânicos foi enervando os adeptos da casa, que começaram a assobiar a equipa. Foi preciso Toni Kroos arrancar um remate de fora da área aos 71’ para acalmar as hostes locais, uma bola indefensável para o guardião irlandês que ainda bateu no poste antes de entrar. O golo do médio do Real Madrid parecia encaminhar os alemães para o triunfo, mas, já no último minuto do tempo de compensação, John O’Shea fez o golo do empate. “Acho que a Irlanda só teve mesmo uma ocasião de golo. Fomos demasiado ingénuos nos últimos minutos”, declarou, no final, Löw.

No Grupo E, houve apenas um jogo e nenhuma surpresa, com a Suíça a bater a frágil selecção de São Marino por 4-0, com a liderança do agrupamento a pertencer à Inglaterra, com nove pontos. No Grupo F, a Irlanda do Norte continua a sua campanha perfeita, triunfando, desta vez em Atenas, frente à mundialista Grécia, por 2-0. Já são três vitórias em três jogos para os norte-irlandeses, que já não participam numa grande competição de futebol desde o Mundial do México, em 1986.