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O “challenge” pode avançar no râguebi

A SANZAR está a estudar a possibilidade de permitir que as equipas possam solicitar o vídeo-árbitro

Em alguns desportos já se tornou uma prática banal, mas é provável que a partir de 2016, no Hemisfério Sul, as equipas possam contestar a decisão do árbitro e pedir uma segunda avaliação das jogadas. Tal como no ténis, onde cada jogador tem a hipótese de pedir ao juiz de cadeira para ver a marca da sua bola, caso não concorde com a sua decisão, no râguebi a SANZAR, organismo que tutela o râguebi no Hemisfério Sul, parece receptiva a permitir que cada equipa possa solicitar o uso do vídeo-árbitro.

A notícia surgiu depois de algumas decisões de arbitragens no Rugby Championship terem levantado muita polémica: a Argentina queixou-se de um ensaio não validado contra a Nova Zelândia; a África do Sul protestou pelo cartão amarelo mostrado por George Clancy a Bryan Habana contra a Austrália.

Estes dois exemplos surgem depois de um ano algo controverso em decisões arbitrais no Super Rugby e a SANZAR estará disposta, depois do Campeonato do Mundo, a implementar novas regras. Segundo o jornal The Australian, as federações sul-africana, neozelandesa e australiana estão já a desenvolver a ideia, mas a implementação do “challenge” no râguebi promete levantar alguma polémica.

Ewen McKenzie, seleccionador dos Wallabies, mostra alguma preocupação caso a medida avance pelo número de paragens que pode provocar: “A única coisa que me preocupa é a quantidade de tempo morto que haverá. Se uma equipa parar o jogo e tiver sempre razão, então teremos teoricamente 20 paragens. As pessoas querem entretenimento, não querem estar sentadas a ver repetições de jogadas.”