A Rússia ainda é demasiado forte para Portugal

Selecção nacional voltou a perder em Moscovo, desta vez na variante de pares.

João Sousa
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João Sousa Toby Melville/Reuters

Foi breve e com um saldo negativo a passagem de Portugal pelo Grupo I da Taça Davis. Depois do desaire na Eslovénia, no início de Fevereiro, seguiu-se uma derrota inequívoca na Rússia, selada neste sábado (3-0), com o triunfo de Konstantin Kravchuk e Andrey Rublev sobre Gastão Elias e João Sousa, pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-4. Os tenistas portugueses continuam a acreditar que podem chegar ao Grupo Mundial, mas para já vão ter que disputar, em 2015, a terceira divisão do ténis mundial.

“Somos capazes de jogar melhor ténis e eles estão tanto ou mais desiludidos. Há coisas a provar na Davis e penso que vão provar no futuro. Não serve de desculpa, mas no fim de Janeiro, os jogadores estavam com pouca rodagem e, em Setembro, estavam com muitos jogos nas pernas, em especial na terra batida”, salientou Nuno Marques.

O seleccionador português não escondeu a desilusão por só ter ganho um set nos três primeiros encontros do "play-off" de permanência no Grupo I, da Zona Europa/África, apesar de ter estado sempre ciente das dificuldades em defrontar a Rússia, em hardourt coberto e com o apoio do seu público.

“Estou desiludido porque não foram os objectivos que queríamos atingir. Seria preocupante se estivéssemos satisfeitos. É verdade que jogámos sempre contra equipas fortes. E os russos foram claramente superiores a nós. Claro que tinha maiores expectativas, até de estarmos 2-0 acima ao fim do primeiro dia. O Gastão tinha o ascendente, por já ter ganho duas vezes àquele adversário, mas a Taça Davis é diferente de todos os outros torneios e jogar em casa é importante. O João bateu-se com tudo e não estava à espera do 0-2. Hoje, eles jogaram muito bem no par, sempre a um nível muito elevado. Aliás, isso foi uma constante nestes três dias, houve poucas quebras, deram muito pouco… Os jogadores não são muito experientes, mas todos à volta são, a começar pelo capitão”, justificou Marques.

No domingo, disputam-se os outros dois singulares e, como já não há influência no desfecho da eliminatória, é provável que Marques chame Rui Machado e Frederico Silva, os dois jogadores ainda não utilizados.

No Grupo Mundial, a França já garantiu o regresso à final – quatro anos depois da derrota na Sérvia –, ao conquistar o terceiro e decisivo ponto através da dupla Richard Gasquet/Jo-Wilfried Tsonga, que venceram Tomas Berdych e Radek Stepanek, por 6-7 (4/7), 6-4, 7-6 (7/5) e 6-1. Na Suíça, os italianos Fabio Fognini e Simone Bolelli adiaram a decisão da outra meia-final para domingo, ao derrotarem Stanislas Wawrinka e Marco Chiudinelli, por 7-5, 3-6, 5-7, 6-3 e 6-2, e ao reduzirem o resultado da eliminatória para 1-2.