Passos garante reforma das pensões mesmo na oposição

O primeiro-ministro e líder do PSD comprometeu o seu próprio partido a deixar passar uma reforma da Segurança Social, negociada entretanto com o PS, mesmo que os sociais-democratas estejam na oposição.

Na intervenção de encerramento na Universidade de Verão do PSD, Passos Coelho apontou a conclusão de reformas para lá de 2015, depois das eleições legislativas. É o caso da sustentabilidade da Segurança Social em que Passos Coelho reiterou o apelo ao PS para um acordo. Tal como afirmou em meados de Agosto, na Festa do Pontal, o primeiro-ministro não irá apresentar mais nenhuma proposta para os reformados, depois das soluções avançadas terem sido chumbadas pelo Tribunal Constitucional (TC). Para ultrapassar esse problema de “interpretação” do TC Passos Coelho só vê como solução um acordo com o PS. “Pode ser que politicamente faça diferença. Talvez faça. É provável que faça. Tenho quase a certeza que faz. E se faz ou o PS contraria o Tribunal de Contas [que declara haver um problema de sustentabilidade na Segurança Social] e diz que não há problema ou então temos um problema para quem ganha as eleições”, afirmou, em Castelo de Vide.

Passos Coelho deseja que essa reforma seja feita com o apoio do PS e comprometeu o PSD na “oposição” a “viabilizar” uma solução. "Se nós ganharmos - como eu espero - que essa reforma siga em frente com o apoio do PS. Se isso não acontecer, como já aconteceu no passado, o PSD lá estará na oposição a viabilizar uma grande reforma que é essencial para o país", declarou o actual presidente do partido.  

Retomando outra discussão que é esperada nos próximos meses, a do Salário Mínimo Nacional, o primeiro-ministro mostrou disponibilidade para “fazer um acordo sobre salário mínimo nacional desde que a política de rendimentos esteja associada à economia”. E expressou satisfação de que “na disputa do PS esta visão é aceite”. Relativamente à natalidade, Passos Coelho anunciou que o PSD irá aprovar este mês a estratégia para essa área, tendo por base o estudo coordenado por Joaquim Azevedo. 

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