Os jogadores de futebol que foram à guerra

Durante a I Guerra Mundial, o exército britânico criou batalhões compostos por futebolistas profissionais. Os desportistas seriam os homens fisicamente mais aptos da nação e teriam obrigatoriamente de se juntar ao esforço de guerra.

Carta do Sargento Richard MacFadden, do 17.º Batalhão do Regimento de Infantaria de Middlesex, escrita em Julho de 1916, numa trincheira no bosque de Delvile, França. “O Willie virou-se para mim e disse: ‘Adeus Mac. Boa sorte. Transmite o meu amor à Mary Jane e um abraço aos rapazes do Orient’. Antes que eu pudesse responder, ele já tinha saltado da trincheira. Não demorou muito para que o meu amigo de há 20 anos morresse diante dos meus olhos.” A carta de MacFadden era dirigida ao Clapton Orient (actual Leyton Orient), clube londrino da segunda divisão inglesa, onde ele e Willie (William Jonas) eram dois dos mais destacados jogadores antes de se oferecerem como voluntários para combater na I Guerra Mundial. Quando a carta chegou a Londres, alguns meses depois de ter sido escrita, MacFadden também já tinha morrido em combate.

MacFadden, avançado, e Jonas, médio-ofensivo, foram dois futebolistas que trocaram o campo de futebol pelo campo de batalha. Dois dos 213 futebolistas profissionais que morreram durante a I Guerra Mundial e dois entre muitas centenas que combateram integrados nos chamados Batalhões de Futebol, que também serviram como ferramentas de propaganda e recrutamento. Os desportistas seriam os homens fisicamente mais aptos da nação e teriam obrigatoriamente de se juntar ao esforço de guerra. Seriam um exemplo e arrastariam os adeptos dos clubes onde jogavam para o campo de batalha. “Venham ao jogo mais importante, juntem-se ao Batalhão do Futebol”, exortava um cartaz de recrutamento.

Ainda a dar os primeiros passos em quase todo o mundo, o futebol já era uma coisa importante nas ilhas britânicas, com ídolos, adeptos e rivalidades. Desde 1888 que existia um campeonato nacional (a Football League), entre outras competições (FA Cup e o British Home Championship, um torneio entre as selecções das ilhas britânicas). Até 1914, dez equipas já tinham sido campeãs, com destaque para o Aston Villa (6 títulos) e o Sunderland (5), sendo que nenhuma formação de Londres ainda lá tinha chegado – o Arsenal seria a primeira, em 1931. Em 1913-14, a assistência média de um jogo da Football League era superior a 16 mil espectadores.

O futebol não parou quando começou a guerra. Já chegavam os relatos dos confrontos sangrentos um pouco por toda a Europa, e todas as semanas ainda se jogava futebol em Inglaterra. Até 12 de Setembro, já se tinham alistado mais de 470 mil homens, mas muito poucos eram futebolistas. Em editoriais e cartas publicadas nos jornais, jogar e assistir a jogos de futebol era considerado antipatriótico. E era preciso seguir o exemplo dos desportistas escoceses, que já se tinham alistado meses antes.

“Há uma altura para jogos, uma altura para os negócios e uma altura para assuntos domésticos. Agora, é altura de apenas uma coisa: guerra. Se um futebolista tem força nos membros, então que os use para servir e marchar no campo de combate”, chegou a escrever Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, que também foi um futebolista amador (como guarda-redes). “Cerca de dois mil homens, todos com idade para combater e todos no auge da condição física, jogam todas as semanas em desafios que atraem centenas de milhares de outros homens que também deviam estar de uniforme”, escrevia-se, por seu lado, num editorial do Daily Chronicle.

A 15 de Dezembro de 1914, numa reunião pública no Fulham Town Hall, em Londres, desbloqueou-se a situação. Formou-se ali o 17.º Batalhão do Regimento de Infantaria de Middlesex, que ficaria conhecido como o Primeiro Batalhão de Futebol – haveria um segundo, o 23.º de Middlesex. Nessa reunião, 35 jogadores alistaram-se de imediato, de entre os do Arsenal, Tottenham, Chelsea, Bradford City, Clapton Orient (MacFadden e Jonas também estiveram entre os primeiros), Crystal Palace, Luton Town, Watford, Brighton & Hove Albion, Southend United e Croydon Common. Várias centenas, de muitos outros clubes, seguiriam o exemplo nos anos seguintes. West Ham, Liverpool, Plymouth, Reading, Manchester United e dezenas de clubes amadores também contribuíram com jogadores.

Os batalhões de futebol seguiam o exemplo dos batalhões de amigos, uma solução criada por Herbert Kitchener, o Secretário de Estado de Guerra britânico, para engrossar as fileiras do exército. O conceito era simples: encorajar as pessoas a voluntariar-se em conjunto com os amigos, vizinhos e familiares, com a promessa de que iriam combater juntos. Havia batalhões formados por gente da mesma cidade, da mesma profissão, ou que tinham andado na mesma escola. No caso do futebol, não foram só jogadores. Os adeptos também foram atrás dos seus ídolos, tal como treinadores e dirigentes também foram para a frente.

A época ainda foi até ao fim antes de serem cancelados os campeonatos. Os jogadores-soldados tinham autorização para estar nos jogos ao mesmo tempo que cumpriam o treino militar antes de serem enviados para a frente de batalha - o Everton seria o último campeão antes da interrupção da competição por três temporadas. Em Novembro de 1915, o 17.º de Middlesex já estava a caminho da frente. O 23.º chegou em Maio de 1916. Muitos não regressaram. O 17.º terá perdido cerca de 900 homens, o 23.º, cerca de 600.

Antes dos batalhões de futebol, alguns jogadores já estavam no campo de batalha. William Angus, escocês, tinha feito apenas um jogo pelo Celtic de Glasgow e estava numa equipa amadora quando começou a guerra. Integrado no 8.º Batalhão dos Royal Scots, Angus foi para o Norte de França e acabou numa trincheira perto de Givenchy-lès-la-Bassée. A trincheira britânica estava relativamente próxima do inimigo, mas os alemães tinham uma posição num monte que lhe permitia controlar os avanços aliados. A 11 de Junho de 1915, um grupo de soldados britânicos foi enviado para destruir esse ninho, os alemães anteciparam o movimento e a missão falhou. Recuou para a trincheira, mas faltava o oficial que comandou a investida, o tenente James Martin.

Martin tinha ficado para trás, ferido por uma mina. Mas ainda estava vivo e à vista dos seus companheiros. Angus tomou a decisão de ir buscar Martin. Saltou da trincheira com uma corda amarrada à perna, arrastou-se até ao local onde estava Martin sem ser detectado, amarrou-lhe a corda e conseguiu que ele se pusesse em pé. No caminho de volta, os alemães perceberam que algo se passava, começaram a disparar na direcção de Angus. Quando já estava suficientemente perto da trincheira, deu sinal para puxarem Martin, que ele ia tentar atrair o fogo inimigo. Angus ainda foi atingido 40 vezes antes de chegar à trincheira, quase morto. Mas sobreviveu – e Martin também. Perdeu um olho e um pé, e recebeu a Victoria Cross, a mais alta distinção atribuída pelo exército britânico por bravura em combate.

Guarda-redes, médico e excêntrico

Angus teve uma carreira curta e pouco significativa como jogador, mas distinguiu-se como soldado e só morreu em 1959. Entre os voluntários estavam jogadores internacionais, verdadeiros ídolos da multidão, como Frank Buckley, internacional inglês do Bradford, que, devido à sua experiência, foi um dos oficiais do 17º de Middlesex. Ele foi um dos que sobreviveu. Foi ferido em combate e regressou a casa, tornando-se num treinador de sucesso ao serviço do Wolverhampton Wanderers.

O galês Leigh Roose era uma estrela de primeira grandeza muito antes da guerra, um guarda-redes brilhante e excêntrico que acompanhou a sua carreira desportiva com uma formação em medicina. Foi, aliás, como médico que Roose conheceu os seus primeiros campos de batalha, em Galipoli. Mais tarde, integraria os regimentos de infantaria em França.

Roose começou a jogar em clubes amadores no País de Gales e tinha um estilo muito próprio de guardar a baliza. Ao contrário dos seus contemporâneos, Roose era um guarda-redes que gostava de sair da sua grande-área para enfrentar os avançados adversários. Mas a sua temeridade não se ficava por aqui. De acordo com as regras em vigor na altura, os guarda-redes podiam jogar a bola com as mãos até à linha do meio-campo desde que não fizessem transporte de bola. Era exactamente o que o guardião galês fazia. Andava com a bola pelo seu meio-campo como se fosse basquetebol, sem a agarrar.

No início do século, Roose foi para Londres estudar medicina e continuou a jogar futebol, sem nunca assinar um contrato como profissional. Jogava por quem lhe oferecesse mais incentivos – ajudas de custo, viagens e outros benefícios -, desde que não interferisse com os estudos. Começou no Stoke City e passou ainda pelo Bolton, Sunderland, Everton, Huddersfield, Aston Villa e Arsenal. Esta era a sua filosofia de jogo: “Se necessário, um guarda-redes deve sair da baliza, atirar-se de cabeça contra os adversários que hesitam em pôr o pé, sem pensar nas consequências.”

Roose também era um pioneiro no jogo psicológico. Ao intervalo, por exemplo, ficava sentado na trave da sua baliza e contava anedotas aos espectadores. Também fingia lesões para os adversários pensarem que ele estava limitado e fazia autênticos números de circo para distrair o adversário no momento do penálti. A sua carreira chegou praticamente ao fim quando se lesionou com gravidade em 1912. Quando a guerra começou já era médico quase a tempo inteiro, jogando ocasionalmente em clubes amadores para rentabilizar o seu estatuto de “estrela”.

Em Outubro, foi para França trabalhar num hospital de campanha e, em Março de 1915, recebeu ordens para ir para a campanha de Galipoli, onde o objectivo era a captura aos turcos do estreito de Dardanelos para um eventual ataque a Istambul, capital do Império Otomano. Dez meses de combate resultaram em mais de meio milhão de baixas para os dois lados, e pensava-se que Roose tinha sido uma delas. Só depois da guerra é que se soube que não tinha sido assim. Roose sobreviveu à campanha de Galipoli e foi combater para França com um nome diferente, como Leigh Rouse, provavelmente devido a um erro no registo. Numa das suas primeiras noites nas trincheiras, Roose e a sua companhia foram atacados por soldados alemães armados com lança-chamas. O antigo guarda-redes ainda sofreu algumas queimaduras, mas a sua precisão em lançamentos de granadas de mão ajudou a repelir o ataque. Roose acabaria por morrer na batalha do Somme, em Outubro de 1916.

Duas vezes pioneiro

Walter Daniel John Tull teve um início de vida difícil. Aos nove anos de idade, ele e o irmão mais velho já eram órfãos de pai, um carpinteiro nascido nos Barbados, e de mãe, filha de camponeses de Kent. Ainda assim, Tull conseguiu ser um pioneiro no futebol e na guerra. Ele foi Walter Tull, avançado goleador do Tottenham e do Northampton Town, o segundo jogador negro a jogar na primeira divisão inglesa. E foi o Segundo Tenente Walter Tull, o primeiro oficial negro da história do exército britânico. Tull era tão respeitado pelos seus homens que estes, quando ele caiu em combate, arriscaram a vida para tentarem resgatar (sem sucesso) o seu corpo.

Edward, o irmão, fora adoptado por uma família de Glasgow, Walter ficou em Londres e foi o futebol que o tirou do orfanato. Foi fazer testes a um clube amador, ficou e deu nas vistas como avançado, atraindo o interesse de vários clubes. O londrino Tottenham foi o seu destino e foi lá que se tornou no segundo jogador negro/mestiço (o primeiro foi um guarda-redes) a jogar no principal escalão do futebol inglês. No Tottenham já ganhava dinheiro a sério (para a altura), quatro libras por semana, que era o máximo que um jogador profissional ganhava.

Mas os dois anos que passou nos Spurs, entre 1909 e 1911, estiveram longe de ser brilhantes, muito por culpa dos insultos racistas dos adeptos adversários, passando a segunda época quase sempre na equipa de reservas. Saiu dos Spurs, foi para o Northampton Town, onde se notabilizou como um prolífico avançado, e, assim que a guerra começou, foi dos primeiros futebolistas a voluntariar-se para o combate, juntando-se ao 17.º de Middlesex.

Tull provou ser um soldado excepcional. Homem de personalidade forte e grande disciplina, era um candidato perfeito para ser oficial e foi o que aconteceu em 1917, apesar de os regulamentos não permitirem que um negro assumisse uma posição de comando no exército. Depois de ter sobrevivido à carnificina do Somme, Tull juntou-se ao 23.º de Middlesex e, em Março de 1918, foi enviado para Arras, no norte de França, morrendo durante um ataque germânico. O seu corpo não foi recuperado apesar dos esforços dos seus companheiros de batalhão. “Walter Tull ridicularizou as barreiras da ignorância que tentaram negar às pessoas de cor igualdade em relação aos seus contemporâneos”, é o que está escrito num memorial que o Northampton dedicou a Walter Tull, o duplo pioneiro.

Os bravos Hearts

A época 1914-15 começara da melhor maneira possível para o Heart of Midlothian Football Club. A equipa de Edimburgo, que deve o seu nome a uma novela de Walter Scott, conseguiu oito vitórias consecutivas, incluindo uma por 2-0 sobre um dos grandes de Glasgow, o Celtic, logo no primeiro jogo, apenas 11 dias depois de a Grã-Bretanha ter declarado guerra à Alemanha, a 4 de Agosto de 1914. O Hearts já tinha sido duas vezes campeão, mas o futebol escocês, já no início do século XX, era quase só de duas equipas, o Celtic e o Rangers – até ao início da guerra, os dois clubes de Glasgow já tinham ganho 19 dos 24 campeonatos; até à última época, os dois já venceram 99 em 117.

Também na Escócia se travava uma batalha na opinião pública. Uma carta publicada no “Evening News” de Edimburgo sugeria que o Hearts mudasse de nome e passasse a chamar-se “Penas Brancas de Midlothian”, sugerindo que os jogadores eram cobardes por “jogar futebol ao mesmo tempo que milhares de compatriotas seus sacrificavam a vida”. Entra em campo George McCrae, influente industrial de Edimburgo e antigo parlamentar. Ele próprio iria dar o exemplo. Anunciou publicamente que se ia juntar ao exército e convidava os cidadãos de Edimburgo a fazer o mesmo. Em seis dias, 1350 homens juntaram-se a McCrae, incluindo 16 jogadores do Hearts – outros cinco não foram considerados aptos. Cerca de 500 adeptos do Hearts foram atrás dos seus ídolos para o campo de batalha. Hibernians, Falkirk, Dunfermline e Raith Rovers também contribuiriam com jogadores e adeptos para o 16.º dos Royal Scots, o “Batalhão de McCrae”, que serviria de inspiração aos batalhões de futebol mais a Sul.

Nenhuma equipa perdeu tanto na guerra como o Hearts. Nessa época ficou em segundo lugar, não aguentando o ritmo do treino militar em simultâneo com os jogos – muitas vezes, como descreve o historiador Jack Alexander no seu livro McCrae’s Battalion (Mainstream Publishing, 2003), os jogadores faziam marchas de dez horas nas noites que antecediam os dias do jogo. Depois da mobilização, o Hearts venceu apenas oito em 17 jogos e perderia o título nas últimas jornadas para o Celtic, que, até então, pouco tinha cedido para o esforço de guerra. “Os dois grandes clubes de Glasgow [Celtic e Rangers] não mandaram um único jogador importante para o exército. Só há um verdadeiro campeão na Escócia e tem camisolas castanho-avermelhadas”, queixava-se o Evening News.

No início de 1916, o 16.º dos Royal Scots viajou para França e foi integrado na 34.ª divisão do exército britânico. A 1 de Julho, o batalhão de McCrae saiu das trincheiras no primeiro dia da batalha do Somme, a mais sangrenta da I Guerra Mundial. Subiram 814 e, só no primeiro dia, 229 morreram e 347 ficaram feridos, a contar para os 20 mil mortos e os 40 mil feridos do exército britânico. Três jogadores do Hearts morreram logo no primeiro dia e no mesmo minuto, desfeitos por rajadas cruzadas de metralhadoras alemãs: Duncan Currie, Ernest Ellis e Henry Wattie, o avançado que marcara um dos golos naquele promissor primeiro jogo com o Celtic – o autor do outro golo, Thomas Gracie, morrera de leucemia quase um ano antes, mas, apesar da doença, oferecera-se como voluntário e ainda chegou a cumprir treino militar.

Sete dos 16 voluntários do Hearts morreram na guerra, outros tantos foram gravemente feridos. No final de 1918, o batalhão de McCrae estava reduzido a 30 homens. A guerra terminou e, a 16 de Agosto de 1919, o Hearts cumpriu o seu primeiro jogo caseiro em tempo de paz. Dos onze jogadores do Hearts, no tal jogo em Julho de 1914 com os católicos de Glasgow, estavam dois nesse reencontro com o público de Tynecastle.

Um deles era Patrick Crossan, considerado o homem mais rápido da Escócia, que também ganhava algum dinheiro extra em corridas. Crossan também seria incrivelmente vaidoso. “O Pat pode passar a bola, mas não é capaz de passar por um espelho e não olhar”, dizia um dos seus colegas de equipa. Crossan foi duas vezes ferido em combate e esteve quase a perder um pé, mas um cirurgião alemão capturado evitou a amputação e permitiu que Crossan voltasse a jogar pelo Hearts uma última vez. Mas os seus pulmões tinham ficado destruídos pela guerra, e acabaria por morrer de insuficiência respiratória em 1933, aos 40 anos, a última baixa de guerra dos bravos Hearts.

Não se sabe se algum destes futebolistas-soldados esteve naqueles que estarão entre os jogos mais famosos de sempre. Existem relatos de soldados em várias frentes que servem de testemunho para os jogos de futebol que terão ocorrido durante a trégua de Natal em 1914, que foi um raro momento de confraternização e paz entre inimigos numa das guerras mais sangrentas da história da humanidade. Não se sabe se foi um, se foram vários, não se sabem resultados nem marcadores de golos. Não se sabe sequer que é que levou a bola.

Uma carta anónima publicada no The Times em Janeiro de 1915 relata um jogo em que os soldados germânicos terão vencido por 3-2. Mas o relato com mais pormenores veio de soldado Ernie Williams, do 6.º Batalhão do Regimento de Cheshire, que já estava em França na altura da trégua. O soldado Williams fala de um jogo sem regras e sem resultado, apenas inimigos a dar uns toques na bola, no meio da lama e com pesadas botas de combate: “Não sei de onde veio a bola, mas acho que veio do lado deles. Houve alguém que inventou uma baliza e alguém que fez de guarda-redes. E, depois, estávamos só a dar toques. Acho que éramos algumas centenas. Estávamo-nos a divertir, não havia má-fé entre nós. Não havia árbitro, nem resultado. Aquelas grandes botas que nós usávamos é que eram uma grande ameaça.”

Amanhã: Guerra e Revolução na Rússia de 1917
 

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Soldados ingleses durante um jogo de futebol, Havre, França Agence Rol/ Bibliothèque Nationale de France
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O 17.º Batalhão do Regimento de Infantaria de Middlesex ficaria conhecido como o Primeiro Batalhão de Futebol Corbis
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Walter Tull foi avançado goleador do Tottenham e do Northampton Town DR
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O galês Leigh Roose era um guarda-redes brilhante que também tinha formação em medicina DR
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William Angus tinha feito apenas um jogo pelo Celtic de Glasgow quando começou a guerra DR
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Cartaz de recrutamento DR