Bebé de sete meses morre em berçário em Queluz

O INEM efectuou manobras de reanimação que se revelaram infrutíferas. Criança tinha sido vacinada de manhã, disse a PSP.

Uma criança de sete meses morreu nesta terça-feira numa creche em Queluz. Segundo Paula Costa, a directora do estabelecimento, “o menino estava a dormir”. Por volta das 15h00 uma funcionária foi acordá-lo e “encontrou-o em paragem cardio-respiratória”. “Tentámos reanimá-lo e chamámos o INEM que chegou rapidamente.” O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP já fez saber que a criança terá sido vacinada horas antes de morrer.

“Terá sido vacinada, por iniciativa dos pais”, durante a manhã, disse ao PÚBLICO o comissário Carlos Correia que não tem informações sobre a vacina específica administrada à criança.

A Polícia Judiciária (PJ), que está a investigar o caso, não admite para já qualquer relação do sucedido com a administração da vacina. Só depois da autópsia será possível apurar essa possibilidade, sublinhou ao PÚBLICO fonte da PJ  que garantiu ainda  que os indícios recolhidos no local não apontam para a intervenção de uma terceira pessoa na morte. Por isso, não há qualquer suspeita de que a morte tenha resultado da ocorrência de um crime. 

Segundo Paula Costa a equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) esteve cerca de uma hora a tentar reanimar o bebé. Mas sem sucesso. “O médico disse que pode ser síndrome de morte súbita”, contou a directora ao PÚBLICO. O óbito foi declarado pelas 16h30.

A PSP também esteve na creche. E o corpo da criança foi levado para o Instituto de Medicina Legal. Paula Costa diz que os pais foram logo informados. “A criança não teve vómitos nem quaisquer sintomas”, esclarece ainda.

A Lusa noticiou que uma fonte da PSP teria informado que a criança apresentava sangue na boca, quando a funcionária foi acordá-la.

Contactado pelo PÚBLICO, o oficial de serviço no Comando Metropolitano adianta apenas que a criança foi encontrada de barriga para baixo, no berço, já sem vida. E que os agentes que estiveram no local relataram que ela apresentava um líquido vermelho na boca, que não podem assegurar que fosse sangue.

A creche “tem todas as licenças em dia”, faz questão de sublinhar Paula Costa. Funciona com meninos até aos 3 anos. Num berçário estão seis bebés, noutra sala estão 10 meninos entre os 12 e os 24 meses e numa terceira sala 15 crianças com dois ou mais anos, explicou ao PÚBLICO.

A Lusa contactou o INEM, mas sem sucesso. Os bombeiros de Queluz confirmaram que foram chamados ao infantário e não adiantaram mais informações.

Notícia actualizada às 22h33