O Sporting de Marco Silva vai ser um candidato “natural” ao título

Contrato de quatro temporadas para o ex-treinador do Estoril que substitui Leonardo Jardim no banco dos “leões”.

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Marco Silva a receber o carinho dos adeptos sportinguistas depois de ter sido apresentado como técnico Enric Vives-Rubio
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A convocatória foi feita a adeptos e jornalistas e, apesar de a novidade já ter sido amplamente divulgada, ainda havia quem tivesse dúvidas, quem pedisse palpites. Uns minutos depois da hora marcada, perante um auditório repleto de adeptos, as dúvidas desapareceram. Marco Silva, 36 anos, estava ali para ser apresentado como novo treinador do Sporting, com um contrato de quatro temporadas, um dia depois de se terem feito as despedidas a Leonardo Jardim. O antigo técnico do Estoril-Praia, com o cachecol ao pescoço e o cartão de sócio n.º 108.079 no bolso, assumiu sem reservas o que Bruno de Carvalho, o presidente “leonino”, já tinha apontado como meta para a próxima temporada: o Sporting é um candidato “natural” ao título em 2014-15.

“A mim parece-me que querer ser campeão no Sporting é algo natural, pela grandeza e pela história do clube. No ano passado assisti a um Sporting a uma só voz e vai continuar assim. A mim parece-me um objectivo mais que natural e nada disto vai acarretar mais pressão. O Sporting reergueu-se de forma muito positiva, para o ano os adeptos vão querer mais, eu quero mais para a minha carreira, o presidente e os jogadores vão querer mais”, afirmou o novo técnico “leonino”, citando o exemplo da Liga espanhola para demonstrar que nem sempre ganha quem tem o orçamento maior: “Em Espanha o Atlético foi campeão e o Real Madrid e o Barcelona tinham orçamentos superiores. De certeza que o Sporting não era o segundo orçamento, mas ficou em segundo.”

Bruno de Carvalho deixou logo o aviso que aquela era uma apresentação, sobretudo, para os sócios que estavam no auditório de Alvalade. E foi o que aconteceu, com palmas a fecharem cada resposta sua ou do novo treinador e um cântico a cada demonstração de ambição por parte de Marco Silva. Foi, aliás, uma palavra bastante presente no discurso de Marco Silva, que chega ao Sporting com a cotação em alta depois dos feitos alcançados no Estoril nas últimas três épocas, da promoção à I Liga à qualificação europeia.

“Se não estivesse preparado, não estaria aqui. Há duas semanas tomei a decisão de não renovar porque queria novos desafios para a minha carreira. É um orgulho e uma honra representar este grande clube, um desafio fantástico. Sou um treinador ambicioso e não podia ser mais aliciante, é fantástico estrear-me na Liga dos Campeões e vamos dar uma resposta à Sporting”, garantiu Marco Silva, que prometeu uma equipa com vontade de dominar: “O Sporting também comprou uma ideia. Parece-me um casamento perfeito. O Sporting tem de dominar os jogos e nós gostamos de uma equipa que possa dominar o jogo, dominar em posse e que seja equilibrada.”

Depois de ter feito um contrato de dois anos com Leonardo Jardim e este vínculo ter sido cumprido pela metade, Bruno de Carvalho ofereceu a Marco Silva, “a opção que nós queríamos”, um contrato de quatro anos em nome da “estabilidade do projecto”. “O Sporting tem um projecto bem definido. Alguns, mesmo dentro do clube, continuam desatentos. É um projecto de rigor, competência e ambição e estabilidade. A vontade do Sporting e do Marco é cumprir os quatro anos. Ambos sabemos que vamos ter muito sucesso”, frisou o líder sportinguista, referindo que o clube pela primeira vez lucrou com a saída de um treinador – Jardim saiu para o Mónaco (algo não confirmado pelas partes) por três milhões -, mas não revelando se Marco Silva tem alguma cláusula de rescisão, um “assunto sem relevância nenhuma”.

Marco Silva deu a entender que não teve influência nas contratações de Paulo Oliveira e Slavchev, os dois primeiros reforços anunciados para a nova época. “O clube não pode parar. Para isso, existe a estrutura. Quem sabe, se o negócio não tivesse sido feito na semana passada, o Sporting poderia ter perdido dois jogadores que acha que vão ser muito importantes”, admitiu o técnico, que não respondeu a muitas mais perguntas porque, entretanto, Bruno de Carvalho já estava a dar a apresentação por terminada e a promover a “Missão Pavilhão”. Seguiram-se, na sala ao lado, “selfies” de adeptos com o novo treinador.