Como uma árvore, é assim a nova torre de apartamentos de Sou Fujimoto

Projecto do arquitecto japonês para Montpellier deverá estar concluído em 2017.

O edifício terá 17 andares
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O edifício terá 17 andares DR
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Chama-se Árvore Branca e o nome não foi escolhido por acaso. É que o novo projecto do arquitecto japonês Sou Fujimoto é um edifício de 17 andares cujos terraços têm tamanhos e formas diferentes dispostos em várias direcções tal como os ramos de uma árvore. Vai ganhar forma em Montpellier, no sul de França.

Árvore Branca foi o projecto vencedor do concurso lançado pelo município francês, que quer reabilitar a zona de Port Marianne com a construção de 12 novos edifícios. O japonês Sou Fujimoto, de 43 anos, é o segundo escolhido, depois de no ano passado ter sido seleccionado o projecto do arquitecto de origem iraniana Farshid Moussavi.

E não é esta uma reabilitação urbana qualquer. Afinal, o município de Montpellier pede que os projectos apresentados a concurso tenham como premissa: “loucuras arquitectónicas do século XXI”. Farshid Moussavi desenhou um edifício de 36 apartamentos, também ele com varandas de diferentes formas e tamanhos.

Já o projecto de Sou Fujimoto, em colaboração com os ateliers franceses Manal Rachdi OXO e Nicolas Laisne Architects, é mais figurativo do que o de Moussavi, privilegiando a linguagem que tem seguido na sua obra: uma arquitectura complexa e inovadora que cruza a natureza com o artificial.

Sou Fujimoto, que no ano passado teve em exposição da sua obra no Centro Cultural de Belém, é um defensor da “arquitectura como floresta”, como orgânica, e à semelhança do que já tinha feito com Casa N, em Oita (Japão), projecta agora mais uma “árvore”. O japonês já disse que “viver numa casa é semelhante a viver numa árvore. Existem muitos ramos e cada um é um lugar agradável para se estar”.

E é exactamente essa vivência que Fujimoto procura com este projecto. Segundo explicou ao jornal espanhol El País, Árvore Branca “combina o desenho japonês de um espaço versátil e adaptável com a cultura mediterrânea, que procurar aproveitar a iluminação natural e solar com as consequentes poupanças energéticas”. É por isso que todos os apartamentos neste edifício se prolongam para o exterior com grandes varandas e terraços, permitindo que quem ali habita possa também fazer vida ao ar livre.

Apesar da sua dimensão, este projecto vai ser construído de forma a não tapar a vista de nenhum dos edifícios que já ali existem à volta, lê-se no Arch Daily, que explica que o objectivo do arquitecto japonês é que o seu edifício se consiga fundir com o ambiente circundante.

Prevista para 2017, Árvore Branca não terá apenas apartamentos de habitação, que terão a particularidade de serem versáteis: isto é, cada residente poderá seleccionar uma configuração e uma planta a partir de uma lista dos possíveis layouts. Com dez mil metros quadrados de área, estarão integrados neste edifício um restaurante e um bar panorâmicos, abertos ao público, assim como uma galeria de arte e um jardim.