Câmara de Abrantes considera “lamentável” falta de investimento em acessibilidades

A presidente da Câmara de Abrantes considerou nesta segunda-feira "lamentável" que os investimentos prioritários anunciados para o distrito de Santarém não contemplem uma melhoria efectiva das acessibilidades e a construção de uma nova ponte sobre o Tejo reclamada para aquela zona.

Segundo a versão final do documento aprovado pelo Conselho de Ministros - que será ainda apresentado em Bruxelas para candidatura a fundos comunitários -, dois investimentos vão ser efectuados no distrito, um deles ligado à ferrovia, de 400 milhões de euros, para a conclusão do processo de modernização da Linha do Norte, no troço Entroncamento ao Vale de Santarém.

O outro, de cinco milhões, servirá para o reforço da ponte de Constância, de modo a que esta travessia possa receber trânsito pesado.

"É lamentável este anúncio que não resolve nada em termos de acessibilidades, nem para Abrantes, nem para todo o Médio Tejo", disse à agência Lusa Maria do Céu Albuquerque (PS), que preside à Câmara de Abrantes e também à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMTejo), com 13 municípios.

"Isto é um atamancar das necessidades e o investimento anunciado de cinco milhões de euros na ponte de Constância não resolve o problema das acessibilidades na região, que precisa de outras condições para o seu tecido empresarial", acrescentou.

Maria do Céu Albuquerque referiu que a CIMTejo indicou ao grupo de trabalho nomeado pelo Governo para definir os investimentos prioritários a necessidade de “outras condições de acessibilidades e realização de investimentos rentáveis na região", nomeadamente uma nova travessia sobre o rio Tejo.

No seu entender, o recente anúncio das intervenções prioritárias significa uma “desvalorização completa de todo o Ribatejo e a manutenção dos estrangulamentos ao desenvolvimento”, tendo em conta a falta de acessibilidades condignas.

Entre os investimentos reclamados para a região do Ribatejo constavam ainda a variante a Riachos, ligando as plataformas logísticas de Riachos e Entroncamento à A23 (auto-estrada); as acessibilidades ao Eco Parque do Relvão, na Chamusca, que permitiria concluir o corredor do IC3 (itinerário complementar); a construção de uma nova ponte sobre o Tejo na zona da Chamusca e o desenvolvimento do IC9, cujo projecto previa a construção de uma nova ponte sobre o rio Tejo, entre os concelhos de Constância e de Abrantes.