Henrique Calisto sucede a Costinha como treinador do Paços de Ferreira

Técnico de 60 anos encara regresso à equipa como “um desafio difícil”.

Calisto resgatou o Paços dos últimos lugares da liga na época 2011/12
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Calisto resgatou o Paços dos últimos lugares da liga na época 2011/12 Fernando Veludo

Henrique Calisto vai treinar o Paços de Ferreira, sucedendo a Costinha, que apresentou a demissão na segunda-feira após a derrota com o Vitória de Guimarães, para a I Liga de futebol, disse nesta terça-feira o técnico à agência Lusa.

O experiente técnico, de 60 anos, encara o regresso a Paços de Ferreira como “um desafio difícil”, mas disse estar confiante num final feliz, à semelhança do que sucedeu na sua última passagem pelo clube, em 2011/12.

“Espero que se possa repetir o desfecho, queremos o mesmo desiderato, que é garantir a permanência da equipa. O Paços tem carisma, é um clube especial e acho que tem a força suficiente para dar a volta por cima”, disse Henrique Calisto, que será apresentado às 14h30 de quarta-feira, antes de orientar o seu primeiro treino.

O técnico disse ainda que “não foi difícil” o entendimento, favorecido pelos “muitos anos de conhecimento mútuo”, e, em relação à equipa, admitiu não ter um conhecimento directo.

“Nunca fui ver clubes em situações difíceis, mas vi pela televisão vários jogos. Conheço pessoalmente alguns jogadores, que continuam no clube, e acho que os que entraram têm qualidade individual”, sublinhou Henrique Calisto, cujo contrato é válido até ao final da temporada, com opção por mais uma.

O técnico, de 60 anos, regressa a uma casa que conhece bem e na qual vai tentar resgatar a equipa de futebol do último lugar da I Liga, procurando repetir o que conseguiu em 2011/12, quando à 12.ª jornada sucedeu a Luís Miguel.

Na altura, o Paços era último, tinha sete derrotas em 11 jornadas e somava oito pontos, mas Calisto levou a equipa ao 10.º lugar, com 31 pontos, preparando o terreno para, na época seguinte (2012/13), Paulo Fonseca, actual treinador do FC Porto, conseguir o maior feito da história do clube na I Liga, com o terceiro lugar final.

A ligação do “professor” ao Paços de Ferreira iniciou-se 15 anos antes, em 1996/97, numa época iniciada no Rio Ave, e prosseguiu em 1998/99, após passagem pela Académica.

Esta segunda passagem pelo Paços de Ferreira seria interrompida praticamente a meio do segundo ano de contrato (1999/2000), numa época que terminaria com o título de campeão da II Liga e o regresso da equipa à I Liga, na estreia de José Mota, seu adjunto, como técnico principal.