Hermínio Loureiro promete "novo ciclo" na Área Metropolitana do Porto

Os presidentes das câmaras da Maia e de Santo Tirso, Bragança Fernandes e Joaquim Couto, são os dois vice-presidentes.

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O social-democrata Hermínio Loureiro preside à Câmara de Oliveira de Azeméis Nelson Garrido/Arquivo

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, o social-democrata Hermínio Loureiro, foi eleito nesta terça-feira novo líder do Conselho Metropolitano do Porto (a antiga Junta Metropolitana). Os presidentes das câmaras da Maia e de Santo Tirso, Bragança Fernandes e Joaquim Couto, são os dois vice-presidentes.

Os novos dirigentes da Área Metropolitana do Porto (AMP), dois do PSD e um, Joaquim Couto, pelo PS, foram eleitos com 16 votos favoráveis e um voto branco. Reuniões abertas ao público, em itinerância pelos diferentes municípios da AMP, e uma preocupação permanente com a captação e aplicação dos fundos comunitários vão marcar "o novo ciclo metropolitano", anunciou o presidente.

"É importante percebermos que se inicia de forma clara e inequívoca um novo ciclo metropolitano. O Conselho Metropolitano do Porto tem de estar coeso, forte, determinado e unido para conseguir concretizar os objectivos ambiciosos mas realistas que temos", disse Hermínio Loureiro na primeira intervenção como líder da AMP, no final da primeira reunião do conselho metropolitano.

Justificando a falta de condições da sede da AMP para acolher reuniões públicas, conforme determina a lei, o social-democrata explicou que as próximas reuniões do conselho serão feitas de forma "itinerante", percorrendo os 17 municípios da AMP, com Paredes - o último a integrar a AMP, no mês passado - a receber o primeiro encontro, agendado para 29 de Novembro.

Desvalorizando o facto de a AMP deixar de ser liderada por um autarca de um dos maiores municípios - Rui Rio, da Câmara do Porto, foi o líder da Junta nos últimos mandatos -, Hermínio Loureiro garantiu que todos os presidentes de câmara estão "imbuídos de um espírito metropolitano" e prontos "para receber novas competências, desde que bem estruturadas e acompanhadas pela transferência de condições e recursos financeiros".

A prioridade será uma estratégia comum para a captação de fundos comunitários, no âmbito do novo quadro de apoio. "O primeiro desafio que temos pela frente, para além da união e coesão, prende-se com os desafios comunitários. Iremos imediatamente começar a trabalhar nesse dossier. Esta será certamente a última oportunidade para Portugal, e o Porto de estar na linha da frente", disse.

Na reunião desta terça-feira ficou ainda definido que a comissão executiva da AMP será composta por três elementos. A decisão sobre quem irá integrar este órgão será tomada, em simultâneo, em sessões de assembleia municipal das diferentes autarquias da AMP, agendadas para o dia 20 de Novembro.