Touros fugitivos de Viana: um está em parte incerta, outro está feito ao bife

Em Oliveira do Bairro, a SOS Equinos continua sem rasto do Marreta, que voltou a fugir em Julho. Em Viana, o Espertalhão já foi abatido, para venda num talho do concelho.

<i>Marreta</i> voltou a fugir de uma quinta de Oliveira do Bairro e há dois meses que não é visto
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Marreta voltou a fugir de uma quinta de Oliveira do Bairro e há dois meses que não é visto DR

Os dois touros que em Maio fugiram de uma quinta de Perre, Viana do Castelo, quando estavam a ser encaminhados para o camião com destino ao matadouro, cedo se separaram para protagonizarem cada um a sua saga, com desfechos diferentes. Aliás, ainda se desconhece o epílogo da história de um deles.

A associação SOS Equinos, sedeada em Palhaça, Oliveira do Bairro, que adquiriu o touro Marreta com dinheiro de uma campanha lançada nas redes sociais para evitar que o bicho fosse parar ao matadouro, continua sem rasto do bovino que, em Julho, voltou a fugir do recinto onde era suposto acabar os seus dias, praticamente em liberdade. Apesar das buscas realizadas, na qual até têm participado praticantes de parapente, a associação ainda não conseguiu detectar o touro de raça galega com mais de 500 quilos.

João Paulo Jacinto, dirigente da SOS Equinos, promete que não irá desistir de procurar o animal, que foi avistado pela última vez numa zona de vegetação densa. Entretanto, com a abertura da época de caça, a associação lançou o apelo aos caçadores das redondezas para avisarem, se avistarem o touro.

Menos sorte teve o Espertalhão, assim baptizado por Manuel Farinhoto, o agricultor de 66 anos de cuja exploração agrícola os dois touros fugiram, pela primeira vez, em Maio passado. Este bovino foi encontrado e capturado no final de Agosto, tendo sido conduzido no domingo ao matadouro. E foi por pouco que não voltou a fugir. Manuel Farinhoto conta que apanhou um “susto enorme” quando o animal “rebentou uma das três cordas que tinha presa aos cifres”. “Éramos seis e, mesmo assim, vi o caso mal parado. Estava com muito receio que alguém se magoasse. O animal estava com muita força e era muito teimoso”, explicou.

Criador de gado durante mais de 50 anos, Manuel Farinhoto vendeu o Espertalhão a quatro euros o quilo. A fuga que permitiu ao touro passar três meses e meio em liberdade pelos montes de Viana do Castelo também o fez perder peso. Apesar da engorda das últimas semanas, a balança do matadouro só atribuiu 280 quilos ao Espertalhão. “Ainda assim não se perdeu tudo”, comentou o agricultor, que ainda antes da fuga protagonizada pelos dois animais já tinha decidido acabar com a criação de gado e dedicar-se à produção de vinho.

 

 

 

 

 

  
 
 
 

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