Papa Francisco olhou para um smartphone, sorriu e a fotografia tornou-se viral

Imagem publicada no Twitter de jornalista italiano foi amplamente divulgada.

O momento <i>selfie</i> do Papa Francisco
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O momento selfie do Papa Francisco Osservatore Romano/Reuters

Quando o smartphone está com a câmara fotográfica apontada para nós, a prática costuma ser a de sorrir. Foi isso o que o Papa Francisco fez, na quarta-feira, com mais três adolescentes, na basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Francisco sorriu na sua primeira selfie – o novo termo inglês para o auto-retrato tirado por um smartphone que acaba nas redes sociais. O auto-retrato foi tirado por um dos três jovens. Um jornalista italiano conseguiu a fotografia e publicou-a um dia depois no Twitter com um único adjectivo: “épico”. A imagem tornou-se viral.

É um acto surpreendente para o mais alto pastor na hierarquia da igreja católica. Dois dos comentários ao tweet do jornalista Fabio M. Ragona diziam qualquer coisa como: “Agora já vi tudo”. Apesar de o cariz indulgente associado ao selfie – hoje em dia há “eus” de tudo, "eu" no cabeleireiro, a almoçar, com a praia ao fundo, "eu" com os amigos a divertir-me na discoteca – o "eu" do Papa parece estar mais ligado ao apreço dos seus jovens fãs, religiosos e sorridentes, no meio do templo.

Esta talvez seja só a continuação do seu esforço para estar em contacto com o próximo. Afinal, a conta de Twitter do Papa Francisco é actualizada frequentemente. E, há poucos dias soube-se que o Papa voltou a telefonar a um crente. Desta vez, o telefonema foi feito a uma mulher argentina, mãe de seis filhos biológicos, que tinha sido violada por um agente policial, e escreveu anos depois, para o Vaticano, a sua história numa carta que chamou a atenção do Papa.

“Ele restaurou a fé e a paz em mim e deu-me força para continuar”, disse Alejandra Pereyr, citada pela revista Time. “Quando ouvi a voz do Papa, senti que estava a ser tocada por Deus.”

Mas o Papa Francisco não se reduz à tecnologia para aproximar-se dos católicos. Quando esteve no Rio de Janeiro, no Brasil, fez questão de visitar pessoas que viviam em favelas. No seu próprio quintal, no Vaticano, há dezenas de fotografias que documentam ele, na praça de São Pedro, a dar um beijo na cara de bebés e crianças. Destas, talvez a mais comovente seja a do Papa a ser abraçado por uma rapariguinha de cabelo liso e fita branca na cabeça. A cara da menina está tapada pelo perfil do Papa Francisco que, mais uma vez, sorri.