Governo reúne-se em Conselho de Ministros depois de proposta de Cavaco

Executivo mantém habitual reunião das quintas-feiras.

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Cavaco Silva, na comunicação de quarta-feira ao país Miguel Manso

As únicas certezas para a agenda política desta quinta-feira são uma reunião de Conselho de Ministros às 8h30, como acontece todas as quintas-feiras, e que afinal não haverá tomada de posse de novos ministros. Tudo o resto parece estar em suspenso, depois da declaração de Cavaco Silva ao país na quinta-feira à noite.

A agenda do Presidente da República reserva espaço às quintas-feiras para a reunião semanal entre o chefe de Estado e o primeiro-ministro. Mas de Belém ainda não há confirmação desse encontro.

Se ao longo da semana foi ganhando força a possibilidade de novos ministros tomarem posse para que o debate do Estado da nação pudesse decorrer conforme está agendado no site do Parlamento (sexta-feira pelas 9h30), agora é muito pouco provável que o país assista a um desfile de novos governantes no Palácio de Belém. E que o Parlamento possa debater o Estado da nação enquanto não é clara a solução política que será encontrada. A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, poderá ter de esperar para, enfim, decidir se marca uma conferência de líderes parlamentares para adiar o debate que faz o balanço da sessão legislativa, antes da pausa para férias.

O facto de o Presidente ter comunicado que voltará a uma ronda de audições, agora com os três partidos do arco da governação, indicia também que a agenda pode precipitar-se rapidamente. Mas são suposições. Apesar disso, e da manutenção do impasse político, de Bruxelas não chegaram ainda sinais que a delegação da troika não aterre segunda-feira em Lisboa. Começa a oitava avaliação do programa de ajustamento económico e financeiro.

Numa comunicação ao país, na quarta-feira à noite, Cavaco Silva considerou que o actual Governo se encontra em "plenitude de funções" e defendeu um compromisso de "salvação nacional" de médio prazo entre PSD, PS e CDS com eleições após Junho de 2014, apesar de rejeitar eleições antecipadas já em Setembro.

Se não houver acordo entre as três forças políticas, “encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do sistema jurídico-constitucional" português, disse o Presidente, referindo, porém, que "se esse compromisso não for alcançado, os portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que aspiram a ser Governo".