Portugal participa em projecto para reduzir radiação de equipamentos

Será desenvolvido um índice para contabilizar de modo contínuo a exposição às radiações electromagnéticas das pessoas na sua actividade diária.

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Anacom vai aplicar descidas adicionais de 4% em Julho de 2016 e de 8% em Julho de 2017 José Fernandes/Arquivo

“O projecto surge numa perspectiva de futuro, pois o número de sistemas [de comunicação] sem fios está a aumentar, o que quer dizer que o valor e o número de fontes de radiações” também será maior, explicou à agência Lusa Luís Correia, do INOV-INESC e professor do IST. “Queremos baixar as potências de radiação, para evitar que algum dia sejam ultrapassados os valores máximos recomendados.”

Embora não tenha sido estabelecido nenhuma relação entre a exposição à radiação electromagnética e efeitos na saúde, a questão continua a suscitar debate e a Organização Mundial da Saúde tem recomendações a apontar para valores máximos aceitáveis de radiações electromagnéticas e cada país tem leis a regular a situação. “[Em Portugal] as medições na rua registam valores muito abaixo desses níveis”, garantiu Luís Correia, que coordena a participação portuguesa no projecto.

“Estamos a desenvolver um índice para contabilizar de modo contínuo a exposição às radiações electromagnéticas das pessoas na sua actividade diária, quando estão a utilizar o telemóvel e quando não estão, quando estão em casa, nos transportes ou na rua.”

O projecto europeu, chamado Lexnet (Low EMF Exposure Networks), reúne 17 entidades de vários países, entre operadores, fabricantes de equipamentos e centros de investigação e universidades, de França, Espanha, Reino Unido ou Alemanha.

Os sistemas actualmente existentes, como os telemóveis de segunda, terceira e quarta gerações, a Internet sem fios e outros que contribuem para os níveis de radiação são o ponto de partida do trabalho, que decorre até 2015.

Quanto à meta de redução em metade da exposição do público às radiações electromagnéticas, sem a perda de qualidade dos serviços, tem a ver com o facto de se estimar que haverá “mais 50% de potências a radiarem dentro de dez a 20 anos, devido ao aumento do tráfego.”
 
 
 

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