GNR perdeu o rasto dos touros que fugiram em Viana

Desde a fuga em Perre, na segunda-feira, os dois touros já deverão ter percorrido mais de cinco quilómetros, por matas e montes de três freguesias.

Presume-se que os touros que fugiram na segunda-feira já tenham andado por três freguesias
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Presume-se que os touros que fugiram na segunda-feira já tenham andado por três freguesias Nuno Alexandre Mendes

As autoridades admitem a possibilidade de os bovinos, que fugiram na segunda-feira de uma quinta da freguesia de Perre, já terem passado para a freguesia de Nogueira. Os militares perderam o rasto aos dois touros pelas 20h de ontem. O mais agressivo dos dois animais, aquele que mais preocupa o criador, foi o último a ser avistado, na freguesia de Outeiro.

Alargar a área de busca é agora a estratégia adiantou o sargento Jorge Cruz, chefe do Núcleo de Viana do Castelo do Sepna. “Vamos continuar bater o terreno, porque eles podem ter-se deslocado para outras áreas, em virtude de, ao final da tarde de quinta-feira, já só ter sido um avistado. Neste momento não se excluiu essa hipótese de terem passado para Nogueira”, explicou.

O responsável pelas operações integra o Sepna desde 2003. Já prestou serviço no Gerês, na Póvoa de Lanhoso e em Braga, mas é a primeira vez que se vê confrontado com um caso destes. A extensão da área de busca, a densa vegetação que dificulta a visibilidade e o terreno, muito acidentado, têm dificultado os trabalhos. Ainda assim, Jorge Cruz garante que a força da GNR vai continuar de prevenção e, ao mínimo sinal, actuará em conformidade.

A prioridade passa por utilizar laços e tranquilizantes. Mas estes dardos têm que ser disparado a menos de dez metros de distância dos animais, tarefa que não se afigura fácil, dado que, ao mínimo ruído, os touros assustam-se e fogem por entre a vegetação.

“Nós temos que evoluir conforme as situações que nos surgirem no terreno. Temos todos os cenários preparados, para intervir conforme a situação se nos apresentar”, sustentou o militar.

As autoridades no terreno admitem que os animais não são violentos por natureza, mas o seu comportamento, nesta altura, é imprevisível. Os touros foram criados em cativeiro e estão confrontados com um mundo completamente diferente, explicou ao PÚBLICO fonte ligada ao processo.“São 500 quilos em movimento que podem reagir de forma completamente inesperadamente”.

Nesse sentido, a GNR insiste em alertar a população para não se aproximar dos animais, tendo em conta o nervosismo dos touros. No dia seguinte à fuga, o criador distribuiu panfletos, alertando que um dos animais não deve ser encurralado, porque "marra".