SNS cortou 58 milhões de euros no transporte de doentes não urgentes

Deve ser criada em breve a nova figura de veículo dedicado ao transporte de doentes. Para os taxistas, trata-se de "uma cedência ao lobby dos bombeiros" que acabará por sair "mais cara" ao país.

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É uma rubrica em que se foi para além daquilo que impunha a própria troika: nos últimos dois anos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou menos 58 milhões de euros no transporte de doentes não urgentes, o que corresponde a uma redução de 39% face a 2010.

troika tinha mandado cortar a despesa nesta área específica em um terço. Os dados foram adiantados pelo Ministério da Saúde (MS), na segunda-feira, depois de centenas de taxistas terem organizado uma manifestação de protesto em Lisboa contra aquilo que consideram ser uma cedência do MS aos bombeiros.

Para cumprir o estipulado no memorando de entendimento assinado com a troika, as regras do transporte não urgente foram alteradas em 2011, passando este a ser gratuito apenas para os doentes que, além de determinadas condições clínicas, têm um rendimento médio mensal até 628,83 euros (insuficiência económica). Outras pessoas que precisem de cuidados prolongados, como os doentes oncológicos, e que tenham um rendimento superior, têm de pagar uma espécie de taxa moderadora até a um valor máximo de 30 euros por mês. As novas regras provocaram um decréscimo substancial da factura do SNS nos transportes.

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