Sindicato dos Jornalistas avisa que não basta mudar de ministro

Estrutura diz que se impõe uma mudança de política que “defenda e reforce” os serviços públicos da rádio, televisão e agência noticiosa.

Tudo em Portugal parece ser julgado em função da excitação que causa e dos microfones que atrai
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Sindicato acusa Miguel Relvas de ter "lançado mão de uma campanha de desprestígio contra a RTP". Carlos Lopes

Congratulando-se com a demissão do ministro que tutelava a comunicação social, o Sindicato dos Jornalistas avisa que “não é por mudar de executante que o Governo mudará necessariamente de política para o sector”, em especial em relação à RTP e à agência Lusa.

Dizendo não alimentar “ilusões” sobre o desígnio do PSD de “destruir os serviços públicos” – que conta agora com o “comportamento seguidista” do CDS -, o sindicato salienta que “não basta mudar de ministro, antes se impõe uma efectiva mudança de política que defenda e reforce os serviços públicos” de televisão e rádio prosseguidos pela RTP, e de agência noticiosa, desenvolvidos pela Lusa.<_o3a_p>

Em comunicado, a estrutura sindical acusa o ministro de ter alimentado “obsessivamente o objectivo de privatizar pelo menos parcialmente e de desmantelar os serviços públicos de rádio, televisão e agência noticiosa”. E diz que o responsável pela tutela dos media não hesitou em “lançar mão de uma campanha de desprestígio contra a RTP e em reduzir drasticamente as indemnizações compensatórias devidas à RTP e à Lusa”.<_o3a_p>

O Sindicato dos Jornalistas considera que a reestruturação da RTP – a alternativa encontrada à privatização e à concessão da empresa – que começou no mês passado “terá custos muito elevados para os trabalhadores” mas também terá efeitos negativos na “capacidade e qualidade dos serviços que a empresa presta”.<_o3a_p>