Sócrates é consultor de farmacêutica para a América do Sul

A Octapharma fornece “com regularidade o mercado português”.

José Sócrates em Viana do Castelo em Junho de 2011
Foto
Sócrates trabalha para a Octapharma desde Janeiro Miguel Manso

O ex-primeiro-ministro José Sócrates desempenha, desde o início do ano, o cargo de presidente do conselho consultivo da farmacêutica suíça Octapharma AG para a América Latina, informou ontem a empresa em comunicado.

“Foi neste quadro que participou, a pedido da empresa, numa reunião no Ministério da Saúde brasileiro”, afirma-se, confirmando notícias recentes.

No entanto, a empresa frisa que a actividade desenvolvida “visa o aconselhamento da empresa em diversas matérias ligadas à saúde pública”, não envolvendo qualquer actividade “em Portugal ou de natureza comercial”. E acrescenta que convidou Sócrates há oito meses.

A  empresa é uma “das maiores friccionadoras de plasma humano do mundo” e está no mercado português desde 1992.
Questionada pela agência Lusa sobre os critérios que estiveram na base da escolha de José Sócrates para este cargo na saúde, a empresa justificou-a com o conhecimento que o ex-governante tem da região e a sua vivência nesta área.

“A escolha teve a ver com o conhecimento profundo que o Eng. José Sócrates tem da região” e “a sua vivência com os problemas de saúde pública numa perspectiva de gestão”, explicou a Octapharma.
Já no âmbito das suas novas funções, José Sócrates participou, “a pedido da empresa, numa reunião do Ministério da Saúde brasileiro”.

A empresa - que em 2012 teve um volume de negócios de 1.123 mil milhões de francos suíços (mais de 912 milhões de euros) - levou ainda em conta “uma profunda preparação [de José Sócrates] que pode ser importante para o reforço do posicionamento da companhia na região onde se regista um dos maiores crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) a nível mundial”, adiantou a empresa à Lusa.

A Octapharma fornece “com regularidade o mercado português” e distribui derivados do plasma humano “para todos os hospitais nacionais”.