Governo lamenta "circunstâncias anómalas" em conferência da TVI

Executivo reitera que "nunca se deixará condicionar por acções de natureza semelhante no exercício constitucional das suas funções"

Passos e Relvas queriam que a OA se associasse à Tecnoforma para um programa de formação profissional
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Governo de Passos saiu em defesa de Relvas Rui Gaudêncio

O Governo emitiu nesta terça-feira uma nota de imprensa em que lamenta as "circunstâncias anómalas que levaram o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares a suspender esta tarde a sua intervenção" numa conferência organizada pela TVI para assinalar o seu 20.º aniversário.

Miguel Relvas preparava-se para fazer o discurso de encerramento da conferência quando um grupo de manifestantes ergueu cartazes e pediu a demissão do ministro.

Na nota à imprensa, o Executivo considera que "manifestações como aquela a que se assistiu nas instalações do ISCTE suscitam necessariamente o repúdio da parte de todos quantos prezam e defendem as liberdades individuais, designadamente o direito à livre expressão no respeito pelas regras democráticas".

Na mesma nota, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho assegura ainda que "nunca se deixará condicionar por acções de natureza semelhante no exercício constitucional das suas funções".

Para a próxima quinta-feira está entretanto marcado um novo protesto desta vez frente a Vítor Gaspar. Nas redes sociais, vários activistas estão a convocar os portugueses para uma manifestação no Hotel Sana, às 21h, onde o ministro das Finanças estará a participar nas 2.ªs Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão do PSD.